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Postado em: 17/04/2021 - 10:00 Última atualização: 18/04/2021 - 07:38
Por: Bruna Isabella Silva - Portal Imbiara

Prefeito de Araxá viaja para realizar aquisição de sedativos utilizados em UTI

Santa Casa tem medicamentos disponíveis até segunda feira (19)

Droga indutora de sono (sedação). Imagem ilustrativa/Freepik

Na tarde dessa sexta-feira (16), segundo informações da Prefeitura de Araxá, o prefeito Robson Magela estava em viagem a Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para concluir a aquisição de sedativos de kit intubação para serem usados em UTIS de hospitais de Araxá. Até o momento da publicação dessa matéria, a Assessoria de Comunicação da prefeitura informou que ainda não tinha informações se a aquisição foi concluída.

A falta de insumos para sedação de pacientes em UTIs durante a pademia é uma realidade que afeta todo o país. O Brasil enfrenta um quadro de falta de sedativos e anestésicos utilizados no tratamento da Covid-19. Segundo pesquisa da Conass, a demanda por sedativos e anestésicos durante a pandemia é tão alta que, no período de 30 dias, equivale ao consumo dessas substâncias durante todo o ano de 2019.

Em Araxá, o diretor da Santa Casa, Marco Aurélio, afirmou ao Portal Imbiara que tem disponíveis medicamentos para intubação suficientes para os 20 leitos, até segunda-feira (19). O hospital espera conseguir mais sedativos e, segundo o diretor, o setor de compra tem atuado efetivamente para conseguir.

A Prefeitura de Araxá já disponibilizou verba à Santa Casa para a compra do medicamento, porém, como a própria secretária de Saúde Interina, Lorena de Pinho de Magalhães, afirmou em entrevista anterior está difícil conseguir os medicamentos no mercado. “O fornecedor te fala que tem o remédio agora, mas ele não te dá nenhuma garantia, não tem garantia de compra. Ele não fala a “carga é sua”. A gente está vivendo um verdadeiro leilão. Estamos na luta buscando, antes uma medicação que custava R$ 8,00 hoje está custando R$ 150,00 a ampola. Então, a gente vive em um país que infelizmente se depara com tudo isso. Ao invés de facilitar, dificulta”, ressaltou Lorena de Pinho de Magalhães.