O Hospital da Santa Casa de Misericórdia é o único do município e de toda a microrregião com vagas em leitos para pacientes com a Covid-19
O Hospital da Santa Casa de Araxá poderá deixar de receber pacientes de outras cidades da micorregião que descumprirem as medidas de prevenção contra a Covid-19. O posicionamento do prefeito Robson Magela sobre a conscientização dos outros municípios da microrregião foi feito durante entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (19).
Algumas cidades que compõem a microrregião de Araxá dependem do atendimento no município, como é o caso das cidades de Ibiá, Perdizes, Tapira, Campos Altos, Pedrinópolis, Santa Juliana e Nova Ponte.
Durante pronunciamento em coletiva, Robson Magela falou sobre o atendimento referencial que o município realiza aos municípios, garantindo medidas mais restritivas de recebimento de pacientes se não houver a colaboração por parte dos gestores das cidades vizinhas no cumprimento das medidas de prevenção.
“Nós dependemos também da conscientização dos outros prefeitos e prefeitas, porque não adianta Araxá sangrar o nosso comércio e a população, porque atendemos mais sete municípios. Se eles não fizerem a parte deles automaticamente, nós nunca vamos deixar a população de Araxá sem atendimento. Então, que fiquem eles”, disse Magela.
Atualmente a cidade conta com 20 leitos de UTI, sendo que 10 deles recebem recursos governamentais para atendimento do SUS e outros 10 leitos mantidos através de convênios e recursos da Prefeitura de Araxá.
Hoje com ocupação em 100%, os leitos estão ocupados por 14 pacientes de Araxá, dois de Santa Juliana, dois Pedrinópolis e um de Ibiá.
Em Ibiá, o número de pessoas infectadas com o vírus aumentou significativamente.
Durante entrevista coletiva, a secretária de Saúde de Araxá, Lorena de Pinho Magalhães, falou sobre o descumprimento do protocolo por parte da população. “Semana retrasada recebi um vídeo de Ibiá e quase “caí pra trás”. Não adianta a gente lutar tanto e tentar monitorar tanto os pacientes se a micro não andar do nosso lado e não colaborar, porque aí a gente restringe a nossa cidade e eles continuam com a deles como se nada estivesse acontecendo. Tudo isso está sendo monitorado. Não estamos cegos, tudo chega no nosso celular”, afirma a secretária.