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Postado em: 03/08/2021 - 11:02 Última atualização: 04/08/2021 - 11:26
Por: Felipe Madeira / Natália Fernandes - Portal Imbiara

Catadores de reciclável do aterro de Araxá começam a deixar o local

O prazo estipulado para que os trabalhadores deixem o local é até este sábado (7); ação deve afetar cerca de 62 catadores que instituíram novas associações

As barracas dos catadores que ficavam próximas ao monte de dejetos, se afastaram e começaram a organizar sua retirada do local. Foto: Felipe Madeira/Portal Imbiara

Catadores de recicláveis que trabalham com coleta diretamente no aterro sanitário de Araxá começam a se retirar do local. A medida faz parte do Termo de Ajuste de Conduta, firmado entre a Prefeitura de Araxá e o Ministério Público, prevê a adequação do local às normas ambientais. Com empresa contratada para ampliação e prestação de serviços no local, os trabalhadores deverão se retirar até sábado (7). 

Caminhões e carros particulares operam para retirada do material reciclado já coletado. Foto: Natália Fernandes/Portal Imbiara

O que antes se mostrava um verdadeiro lixão, agora volta a se parecer com um aterro sanitário. As barracas e os catadores que ficavam próximas ao monte de dejetos se afastaram e começaram a organizar sua retirada do local. Caminhões e carros particulares operam para retirada do material reciclado já coletado. Mesmo com a organização, o clima no local é de apreensão.

“O que preocupa a todos é o prazo que a gente vai ter entre o fechamento do aterro e o início da cooperativa”, explica o catador Manoel Messias. Segundo o trabalhador, a mudança deverá afetar 62 catadores que se organizarão em três cooperativas. “A gente depende da liberação da verba que o prefeito prometeu e a gente não tem a data certa para essa liberação”, enfatiza, destacando o prazo de falta de cobertura no qual os trabalhadores permanecerão sem trabalhar.

Manoel explica as promessas feitas ou grupo. Foto: Natália Fernandes/Portal Imbiara

Enquanto a cerca no local já vai sendo construída e o acesso se prepara para ser restrito, os catadores continuam sem saber se as promessas do prefeito serão concretizadas. Com o fechamento do aterro, alguns optaram por mudar de ramo. De acordo com a Assessoria de Comunicação da prefeitura, tem se trabalhado abordagens sociais para incluir este público em benefícios da administração. 

Já para os catadores que permanecerão na função, novas cooperativas estão sendo instituídas com apoio do Legislativo, em parceria com o setor da Assessoria Jurídica da Câmara Municipal. No mês de Junho, frente a necessidade de adequação, o prefeito Robson Magela esteve no local e sugeriu que os trabalhadores aderissem às cooperativas já existentes, que nesta época receberiam uma verba de R$ 166 mil para retomada de seus trabalhos.