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Postado em: 11/10/2021 - 10:37 Última atualização: 13/10/2021 - 09:41
Por: Felipe Madeira - Portal Imbiara

Mais de 500 alunos da rede pública municipal de Araxá não retornaram às aulas em 2021

Em análise da Secretaria de Educação a evasão escolar é mais frequente em adolescentes que começam a trabalhar

Para combater o abandono escolar a Secretaria de Educação adere a novas estratégias. Foto: Arquivo/EBC

Araxá tem cerca de 550 alunos da rede pública municipal que ainda não retomaram às aulas no ano de 2021. O contingente corresponde a 5% do total de alunos da rede de ensino da administração municipal. Segundo a secretária de Educação, Zulma Moreira, o número não chega a ser preocupante, mas a pasta toma medidas para monitoramento da evasão escolar na cidade. 

“Nós sabemos que hoje alguns pais, dentro dessa faixa de 5% optaram por começar no ano que vem. Eles consideram este ano como perdido e preferem começar ano que vem. É um pensamento errado, mas é assim que muitos pais pensam”, explica Zulma Moreira, enfatizando que este responsáveis preferiram aguardar o próximo ano, quando as aulas poderão voltar a ser presenciais.

Ainda de acordo com a secretária, o número de evasão acaba sendo maior nas crianças mais velhas. Este padrão pode indicar um cenário ainda mais crítico nas escolas públicas estaduais de Araxá, visto que a rede pública municipal atende crianças de até 14 anos de idade. “Eu vejo que a evasão acontece mais com aluno adolescente, uma vez que ele começa a trabalhar e prefere continuar no outro ano”, disse.  

O número de alunos frequentes são contados de acordo com os estudantes que já frequentam a escola de forma híbrida ou totalmente remota. Ou seja, a porcentagem de evasão corresponde a alunos que não interagem com a instituição de ensino de nenhuma forma. Diante desta realidade, a secretária explica que atualmente a tentativa de recuperar este aluno é através da escola. 

“Se o professor sentiu falta da criança ou a criança não compareceu. Ele comunica a direção escolar. Nós trabalhamos buscando via telefone e depois, se não conseguir esse acesso, comunica à Secretaria e nós vamos presencialmente até a casa da criança verificar qual é o motivo pelo qual ele está faltando às aulas”, conta a chefe da pasta. 

Para melhorar a efetividade do trabalho com crianças que abandonam os estudos, a Secretaria Municipal de Educação aderiu ao programa do Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), chamado Busca Ativa. Esse dispositivo possibilita o monitoramento da frequência escolar por meio de migração de dados escolares e acompanhamento permanente. A previsão para uso da plataforma, segundo Zulma Moreira, é para o ano de 2022.