Estefano Caetano diz que jogadores e comissão técnica ainda não receberam os salários de setembro
Uma situação que contrasta com a campanha do Araxá Esporte dentro das quatro linhas no Campeonato Mineiro da 2ª Divisão. Conforme destaque no Portal Imbiara, a falta de pagamento dos salários deixa preocupado membros da comissão técnica com a eminência de saída dos atletas no período de folga que se encerra nesta terça (17). Hoje, o diretor de futebol, Estefano Caetano, o técnico Tiago Pereira, e o atacante Brenno, concederam entrevista coletiva para exaltar a campanha que levou a equipe nas quartas de final e também pedir maior apoio financeiro para continuar no Campeonato Mineiro da 2ª Divisão.
Segundo o diretor de futebol, Estefano Caetano, o Araxá Esporte enfrenta situações que precisam ser resolvidas. “Precisamos primeiramente de acertar essas situações fora de campo para que dentro de campo, a gente consiga os nossos objetivos. Faltam quatro jogos para conseguir o nosso objetivo que é o acesso e precisamos de muito apoio para a gente conseguir consertar as coisas fora de campo para que as coisas dentro de campo volte a dar frutos”, comenta o diretor de futebol.
A entrevista coletiva tem o intuito de alertar a população sobre o atual momento vivido pelo Araxá Esporte. “Nós precisamos de apoio e ajuda. Já venceu o mês de setembro em sete dias. Nós já estamos sem receber. É necessário que acerte os salários de todos para poder trabalhar de uma maneira melhor. Com o salário em dia fica mais fácil de trabalhar do que trabalhar com possibilidades. Esse é o motivo da coletiva. Além de exaltar o trabalho que foi realizado da comissão técnica e dos jogadores também a gente expor o que realmente estamos passando”.
Em entrevista concedida ao Grupo Imbiara, o técnico Tiago Pereira relembra do bloqueio causado por ação trabalhista que impede a inscrição de novos jogadores no Boletim Informativo Diário (BID), da CBF. Atualmente, cinco atletas são necessários para reforçar o atual elenco a fim de melhor reposição e assim evitar improvisações, conforme colocou a comissão técnica.
“Alguns clubes gastaram mais de R$ 1 milhão e não conseguiu chegar e nós não temos mais R$ 30 mil para pagar os jogadores. A gente precisa muito estruturar fora de campo se a gente quiser jogar esse mata-mata porque está muito difícil. O movimento aqui no clube está totalmente errado e fora de padrão. Quando pesa a família faz a diferença. Esses jogadores que tiveram folga, agora, alguns têm conversado com a gente e estão bem desmotivados para voltar, não sabe se vai receber salário, mas estamos com a esperança de um dia para outro aconteça um milagre em Araxá para que a gente possa jogar esse mata-mata”, destaca o técnico do Ganso.