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ARAXÁ CACHAÇA FESTIVAL
Postado em: 19/07/2026 - 19:07 Última atualização: 20/07/2026 - 10:37
Por: Manoelita Chagas - Portal Imbiara

Espanha derrota a Argentina na prorrogação e volta ao topo do mundo após 16 anos

Seleção espanhola conquista o segundo título mundial da história ao vencer a atual campeã em uma final equilibrada e decidida apenas no tempo extra

O resultado confirma o retorno da Espanha ao protagonismo internacional. Foto: FIFA

A Espanha voltou ao lugar mais alto do futebol mundial. Em uma final digna de Copa do Mundo, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e conquistou o título da Copa do Mundo de 2026. A decisão colocou frente a frente duas das principais seleções da atualidade e foi marcada pelo equilíbrio do início ao fim.

Durante os 90 minutos, as equipes protagonizaram um confronto intenso, com boas oportunidades para os dois lados, mas sem conseguir balançar as redes. A Espanha teve maior volume de jogo e controlou boa parte da posse de bola, enquanto a Argentina apostou na velocidade dos contra-ataques e contou com mais uma grande atuação do goleiro Emiliano Martínez para manter o empate.

O cenário começou a mudar nos acréscimos do segundo tempo, quando a Argentina perdeu Enzo Fernández, expulso após receber o segundo cartão amarelo. Com um jogador a mais, os espanhóis aumentaram a pressão durante a prorrogação até encontrarem o gol que decidiu a final e garantiu a festa da torcida vermelha.

Espanha volta ao topo após uma geração

O título encerra um jejum de 16 anos da Espanha em Copas do Mundo. A única conquista da seleção até então havia sido em 2010, na África do Sul, quando derrotou a Holanda por 1 a 0 na prorrogação, com o histórico gol de Andrés Iniesta. Desde então, os espanhóis passaram por eliminações precoces nas edições seguintes e reconstruíram a equipe até formar uma nova geração que recolocou o país entre as grandes potências do futebol.

A campanha do bicampeonato também simboliza a consolidação de uma equipe renovada, liderada por jovens talentos e sustentada por um estilo de jogo que resgatou a identidade da seleção espanhola. O resultado confirma o retorno da Espanha ao protagonismo internacional depois de mais de uma década sem chegar à decisão do Mundial.

Argentina fica com o vice e encerra campanha histórica

Já a Argentina, campeã mundial em 2022, buscava levantar a taça pela quarta vez e manter a hegemonia iniciada no Catar. A equipe, no entanto, esbarrou na organização espanhola e viu escapar a oportunidade de conquistar mais um título mundial. A decisão também pode marcar a despedida definitiva de Lionel Messi em Copas do Mundo, encerrando uma trajetória histórica pela seleção argentina.

Além do vice-campeonato, a campanha argentina reforçou a força da equipe, que voltou a disputar uma final quatro anos após o título conquistado no Catar, consolidando uma geração que permaneceu competitiva ao longo de todo o ciclo.

Mundial de 2030 já tem formato definido

A edição de 2026 também entrou para a história por ser a primeira com 48 seleções e três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México. O novo formato ampliou o número de participantes e de partidas, tornando esta a maior Copa do Mundo já realizada.

Agora, as atenções se voltam para o Mundial de 2030, que celebrará o centenário da competição. A Copa será sediada principalmente por Espanha, Portugal e Marrocos, mas terá uma abertura histórica na América do Sul. Em homenagem aos 100 anos da primeira edição do torneio, realizada em 1930, Uruguai, Argentina e Paraguai receberão uma partida cada antes de a competição seguir para Europa e África, onde acontecerá o restante dos jogos. Dessa forma, a edição de 2030 será a primeira da história a ser disputada em três continentes diferentes.

Para o Brasil, a expectativa agora é iniciar um novo ciclo em busca do tão sonhado hexacampeonato. A Seleção Brasileira deve disputar normalmente as Eliminatórias Sul-Americanas e, caso confirme a classificação, chegará à Copa do Mundo de 2030 com a missão de encerrar um jejum que já dura desde o pentacampeonato conquistado em 2002. O Mundial do centenário reacende a esperança dos torcedores brasileiros de ver o país voltar ao topo do futebol mundial.