Ideia é direcionar carretas ao anel viário e evitar danos à infraestrutura urbana
Durante pronunciamento na tribuna, o vereador Jairinho Borges voltou a cobrar providências em relação à circulação de carretas pesadas no Centro de Araxá. Segundo ele, o problema é antigo e já foi debatido diversas vezes na Câmara, mas continua gerando transtornos no trânsito e riscos à segurança.
O parlamentar afirmou que não pretende apenas criticar, mas apresentar soluções à Secretaria Municipal de Segurança Pública, responsável pelo trânsito da cidade. Ele destacou que o município possui três principais acessos e recebe veículos vindos de cidades como Patos de Minas, no Alto Paranaíba; Belo Horizonte, capital de Minas Gerais; Franca (SP); Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro — o que, segundo ele, facilitaria a implementação de medidas de controle nas entradas da cidade.
Entre as sugestões, voltou a defender a instalação de portais informativos para orientar motoristas de fora sobre a proibição do tráfego de veículos pesados na área central e direcioná-los ao anel viário. “Às vezes, o motorista não conhece um caminho para desviar da cidade e acaba entrando com a carreta no Centro”, argumentou.
Outra proposta apresentada foi a realização de fiscalização intensiva nas entradas do município por pelo menos um mês, com aplicação rigorosa de multas. De acordo com o vereador, a medida teria efeito educativo. “Se multar por um mês, some tudo. Os próprios motoristas avisam uns aos outros”, afirmou.
Ele também sugeriu a criação de um polo seco fora da área urbana, onde as cargas poderiam ser descarregadas para posterior distribuição em veículos menores, modelo que, segundo ele, já é adotado na capital paulista. “É um absurdo carreta entrar na cidade em horário de pico”, criticou.
O vereador ainda propôs que empresas locais façam cadastro para definir horários específicos de descarga, evitando transtornos no trânsito e danos à infraestrutura urbana. Segundo ele, já houve registro de carretas realizando manobras em locais inadequados, inclusive nas proximidades do Corpo de Bombeiros, comprometendo a fluidez do tráfego e a segurança viária.
Ao encerrar, o parlamentar reforçou que reconhece as dificuldades estruturais do município, como a falta de efetivo suficiente para fiscalização contínua, mas destacou que, com planejamento e boa vontade, é possível minimizar o problema.
“Não é só crítica. Estou deixando aqui uma sugestão que considero viável. Araxá cresceu, e precisamos organizar o trânsito”, concluiu.