Renaldo Gomes de Moura Júnior, afirmou que prestou depoimentos à Polícia Civil durante a investigação da operação Ourímetro
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), convocou como testemunha o engenheiro Renaldo Gomes de Moura Júnior, que esteve presente na tarde desta quinta-feira (3) na Câmara de Araxá, no início da oitiva foi informado que a CPI recebeu uma denúncia a qual informava que Renaldo prestou depoimentos à Polícia Civil na investigação da operação Ourímetro.
O engenheiro confirmou que esteve na Polícia Civil, onde foi intimado e ouvido como testemunha e explicou sobre pagamentos que recebeu referente a uma obra que executou na casa do Prefeito de Araxá, Robson Magela.
Renaldo afirmou que possui uma empresa de engenharia, que segundo ele realizou a obra da piscina na casa do prefeito no bairro Vila das Artes, “Eu não executei a casa, após a construção da casa eu fui convidado para fazer a piscina, decorrente a experiência que a gente tem com esses serviços e nessa negociação na época ele (prefeito) tinha até um veículo que ele ofereceu, não era viável para mim pegar, posteriormente a gente negociou e eu recebi o serviço prestado da piscina”, pontuou o engenheiro.
Conforme os questionamentos feitos na oitiva, Renaldo diz que os pagamentos dessa contratação direta com o prefeito foram passados por PIX que vinham de outras pessoas que ele não conhece, era somente informado por outro terceiro que o pagamento era feito, pessoa essa citada em outras oitivas da CPI e é conhecido como “Branco”.
O empresário conhecido como “Branco” citado em outras oitivas anteriores, foi apontado por testemunhas como proprietário de uma empresa de máquinas e prestador de serviços do Cimpla onde era contratado pela Prefeitura e comitantemente prestava serviços particulares. Renaldo afirmou não ter amizade com o “Branco” , somente conhecer de outros trabalhos pela empresa de máquina que ele possui.
“A questão do PIX, tinha a questão da caminhonete que foi oferecida, por mim tinham negociado essa caminhonete, para ser sincero eu fui achar estranho depois que fui convidado para depor na Polícia Civil, aí eu entendi os fatos”, respondeu Renaldo, sendo questionado se ele não achou estranho a forma de pagamento.
A obra da piscina, segundo o engenheiro, custou R$ 70 mil. “Ele (prefeito) não pediu nota fiscal e todo o valor foi pago por terceiros”, afirmou Renaldo, voltando a dizer que nunca questionou sobre terceiros enviar o PIX.
Durante a oitiva, o engenheiro chegou a dizer que também fez um piso em volta da piscina que foi pago pela financiadora da casa e pelo próprio prefeito. O engenheiro se comprometeu a entregar todos os documentos bancários referentes ao que foi dito durante a CPI e os detalhes sobre a obra.
O depoimento pode ser assistido na íntegra através do Canal do YouTube da Câmara de Araxá.
https://www.youtube.com/watch?v=kEvbzz424CA
Investigação da PCMG
A investigação da Polícia Civil foi feita na Secretaria de Agricultura de Araxá, iniciou-se em setembro de 2022 e apura desvios que podem chegar na ordem de pelo menos R$ 4 milhões. A investigação contou com oitiva de 40 pessoas e análises periciais, os suspeitos teriam lesado os cofres do município por meio de pagamentos de serviços não prestados, pagamentos em duplicidade, superfaturamento de horas trabalhadas, desvio de combustível da prefeitura e recebimento de vantagem financeira para beneficiar empresas.
CPI
A CPI criada apresenta como justificativa a gravidade da situação exposta pela “Operação Ourímetro”, desencadeada pela Polícia Civil, bem como os representantes da Casa legislativa merecem esclarecimentos sobre possíveis desvios de finalidade e lesões ao erário que, em tese, estariam acontecendo. O documento de protocolo da CPI ainda ressalta que a sociedade Araxaense necessita que dentro da esfera de atuação dos vereadores sejam propostas soluções adequadas