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Postado em: 27/08/2020 - 19:53 Última atualização: 28/08/2020 - 11:33
Por: Márcio Rosa - Portal Imbiara

Operação Malebolge: Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão em casa de empresário em Araxá

Empresário mantém contrato com a Prefeitura de Araxá e tem ligações de parentesco e comerciais suspeitos que já foram presos

Sede da Delegacia Regional de Polícia Civil em Araxá. Foto: Portal Imbiara

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em continuidade da operação “Malebolge” cumpriu na manhã desta quinta-feira (27), mandado de busca e apreensão, em uma casa no bairro Novo São Geraldo, setor oeste de Araxá. 

Segundo a Polícia, a casa pertence a um empresário que de acordo com as investigações mantém contrato com a Prefeitura Municipal de Araxá. De acordo com as informações o empresário tem ligações de parentesco e comerciais com dois suspeitos que já foram presos pela PCMG.

De acordo com o delegado Renato Alcino, que preside as investigações, o objetivo das buscas foi encontrar documentos que corroborem com a investigação em curso. “O material encontrado está sob análise da equipe de investigação”, explicou.


A Polícia Civil vai avaliar a possibilidade de pedir a conversão da prisão temporária em preventiva dos dois suspeitos presos na última semana, o filho do casal proprietário da empresa de transporte investigada na primeira fase da operação e um contador.

“Sobre os desdobramentos da investigação, trabalhamos ainda com as provas e os documentos que foram colhidos nos últimos dias e a partir daí finalizaremos a investigação no que diz respeito à primeira etapa, uma vez que o prazo da prisão expira no fim de semana e o prazo para a conclusão das investigações encerra-se na próxima semana”, finalizou o delegado.

Operação Malebolge:

Na primeira fase, a Polícia Civil indiciou cinco pessoas presas na operação "Malebolge" por peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sendo duas delas apontadas como líderes do grupo. Os indiciados podem ser condenados a uma pena de até 71 anos de prisão.

Os presos indiciados na operação são os ex-servidores da Prefeitura de Araxá Lucimary de Fátima da Silva Ávila, Leovander Gomes de Ávila, Zeceli Campos Ribeiro e o casal proprietário da empresa.

O delegado Renato Alcino Vieira, responsável pela operação, afirmou que os indiciados faziam parte de uma organização criminosa que interferia e corrompia os processos de licitação de serviços de transportes contratados pela Prefeitura da cidade.

Segunda fase:

Duas pessoas foram presas na segunda fase da operação “Malebolge” e buscas e apreensões foram feitas em três imóveis na cidade. Entre as pessoas presas, estão o filho de um casal de empresários acusado de desvio de recursos públicos da Prefeitura de Araxá e um contador da empresa.

Nessa segunda fase da operação, alguns documentos buscados foram encontrados na Prefeitura de Araxá e na casa de um dos investigados.

As duas pessoas presas são suspeitas de forjar notas fiscais de prestação de serviços de transportes prestados à Prefeitura de Araxá e de transferência irregular de recursos entre a empresa investigada e uma outra empresa. Segundo a Polícia Civil, os documentos de contabilidade da empresa investigada eram adulterados.