Empresário mantém contrato com a Prefeitura de Araxá e tem ligações de parentesco e comerciais suspeitos que já foram presos
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em continuidade da operação “Malebolge” cumpriu na manhã desta quinta-feira (27), mandado de busca e apreensão, em uma casa no bairro Novo São Geraldo, setor oeste de Araxá.
Segundo a Polícia, a casa pertence a um empresário que de acordo com as investigações mantém contrato com a Prefeitura Municipal de Araxá. De acordo com as informações o empresário tem ligações de parentesco e comerciais com dois suspeitos que já foram presos pela PCMG.
De acordo com o delegado Renato Alcino, que preside as investigações, o objetivo das buscas foi encontrar documentos que corroborem com a investigação em curso. “O material encontrado está sob análise da equipe de investigação”, explicou.
A Polícia Civil vai avaliar a possibilidade de pedir a conversão da prisão temporária em preventiva dos dois suspeitos presos na última semana, o filho do casal proprietário da empresa de transporte investigada na primeira fase da operação e um contador.
“Sobre os desdobramentos da investigação, trabalhamos ainda com as provas e os documentos que foram colhidos nos últimos dias e a partir daí finalizaremos a investigação no que diz respeito à primeira etapa, uma vez que o prazo da prisão expira no fim de semana e o prazo para a conclusão das investigações encerra-se na próxima semana”, finalizou o delegado.
Operação Malebolge:
Na primeira fase, a Polícia Civil indiciou cinco pessoas presas na operação "Malebolge" por peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sendo duas delas apontadas como líderes do grupo. Os indiciados podem ser condenados a uma pena de até 71 anos de prisão.
Os presos indiciados na operação são os ex-servidores da Prefeitura de Araxá Lucimary de Fátima da Silva Ávila, Leovander Gomes de Ávila, Zeceli Campos Ribeiro e o casal proprietário da empresa.
O delegado Renato Alcino Vieira, responsável pela operação, afirmou que os indiciados faziam parte de uma organização criminosa que interferia e corrompia os processos de licitação de serviços de transportes contratados pela Prefeitura da cidade.
Segunda fase:
Duas pessoas foram presas na segunda fase da operação “Malebolge” e buscas e apreensões foram feitas em três imóveis na cidade. Entre as pessoas presas, estão o filho de um casal de empresários acusado de desvio de recursos públicos da Prefeitura de Araxá e um contador da empresa.
Nessa segunda fase da operação, alguns documentos buscados foram encontrados na Prefeitura de Araxá e na casa de um dos investigados.
As duas pessoas presas são suspeitas de forjar notas fiscais de prestação de serviços de transportes prestados à Prefeitura de Araxá e de transferência irregular de recursos entre a empresa investigada e uma outra empresa. Segundo a Polícia Civil, os documentos de contabilidade da empresa investigada eram adulterados.