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Postado em: 03/09/2020 - 14:26 Última atualização: 04/09/2020 - 10:12
Por: Fernanda Marques - Portal Imbiara

Duas pessoas suspeitas na operação Malebolge são ouvidas e liberadas em Araxá

Na terceira fase da operação foram apreendidos vários documentos da Associação de Assistência a Pessoa com Deficiência de Araxá (Fada)

Delegacia Regional de Polícia Civil. Foto: Portal Imbiara

O delegado Renato Alcino concedeu uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (3), onde falou sobre a prisão de três pessoas suspeitas na operação "Malebolge".

Na última quarta-feira (2), foram presas três pessoas. Duas delas foram ouvidas e liberadas. A outra permanece presa no presídio de Sacramento, no Alto Paranaíba, e será ouvida na próxima sexta-feira(4) na Delegacia Regional de Polícia Civil de Araxá.

Na terceira fase da operação foram apreendidos vários documentos da Associação de Assistência a Pessoa com Deficiência de Araxá (Fada), entre eles documentos dos setores financeiro, administrativo e do estacionamento rotativo.

Documentos que foram apreendidos. Foto: Fernanda Marques.

Operação Malebolge:

Na primeira fase, a Polícia Civil indiciou cinco pessoas presas na operação "Malebolge" por peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sendo duas delas apontadas como líderes do grupo. Os indiciados podem ser condenados a uma pena de até 71 anos de prisão.

Os presos indiciados na operação são os ex-servidores da Prefeitura de Araxá Lucimary de Fátima da Silva Ávila, Leovander Gomes de Ávila, Zeceli Campos Ribeiro e o casal proprietário da empresa.

O delegado Renato Alcino Vieira, responsável pela operação, afirmou que os indiciados faziam parte de uma organização criminosa que interferia e corrompia os processos de licitação de serviços de transportes contratados pela Prefeitura da cidade.

A Polícia Civil ouviu também o depoimento de dois empresários, funcionários e ex-funcionários da prefeitura, além de dois ex-prefeitos da cidade. Todos foram ouvidos na investigação da venda de imóveis por meio de contrato de gaveta (sem registro em cartório) na operação.