A quarta fase da operação foi desencadeada na manhã desta terça-feira (6)
O delegado de Trânsito de Araxá, Renato de Alcino, concedeu uma entrevista ao Portal Imbiara onde ele fala sobre a quarta fase da operação "Malebolge", desencadeada nesta manhã, quando foram cumpridos mandados de buscas em seis imóveis de cidade.
“Essa fase tem por objetivo duas empresas do ramo de transportes e ambas possuem contratos com a Prefeitura Municipal de Araxá”, explicou Alcino.
Renato Alcino ressaltou que a Polícia Civil levantou algumas suspeitas dessas empresas. “Essas empresas poderiam ter sócios ou pessoas estranhas tratando dos seus interesses perante a Prefeitura de Araxá. Temos indícios de crimes de falsidade ideológica, de fraude a licitação e a investigação de hoje serviu para arrecadamos documentos e equipamentos que sejam necessários para esclarecimento dos fatos”, disse Renato Alcino.
Operação Malebolge
A operação “Malebolge” investiga desvios de cerca de R$ 6 milhões dos cofres da Prefeitura de Araxá. Dez pessoas foram presas até agora na operação. As investigações foram divididas em três fases até o momento. Na primeira fase, foram presas cinco pessoas: a assessora Lucimary Ávila, que era Executiva 1 do gabinete do Gabinete do prefeito Aracely de Paula; Leovander Gomes de Ávila, que era assessor 1 para projetos habitacionais na Secretaria de Ação e Promoção Social; o ex-assessor de Administração da Secretaria de Fazenda Zeceli Campos Ribeiro e um casal proprietário de uma empresa de transporte que foi investigada na operação.
Na segunda fase da operação foram presas mais duas pessoas: o filho do casal proprietário da empresa de transporte investigada e um contador da empresa.
Na terceira fase, foram expedidos mais três mandados de prisão. Entre eles estavam a coodenadora da Associação de Assistência a Pessoa com Deficiência de Araxá (FADA) e um outro empresário da cidade.
Foram indiciados por peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, a ex-secretária de governo de Araxá Lucimary Ávila e Leovander Ávila, apontados como lideres da organização criminosa, o também ex-servidor Zeceli Campos Ribeiro, além do casal proprietário da empresa de transporte de van investigada, o empresário filho do casal, todos presos provisoriamente, e o outro empresário, que foi solto no último sábado (12). Os seis primeiros suspeitos seguem presos preventivamente.
Matéria em atualização.