O depoimento é mantido em total sigilo até mesmo pela Polícia Civil
O prefeito de Araxá, Aracely de Paula, presta seu depoimento sobre a Operação "Malebolge", nesta sexta-feira (4). O depoimento acontece na cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, a pedido de Aracely de Paula. O depoimento é mantido em total sigilo, até mesmo pela Polícia Civil.
Há pouco mais de dois meses, no dia 24 de setembro, o delegado Renato de Alcino, responsável pela Operação Malebolge", declarou que o prefeito de Araxá deveria ser ouvido devido ao esquema descoberto na cidade estar ligado diretamente à Secretaria de Apoio ao prefeito. Depois de algumas remarcações, o depoimento acontece nesta sexta-feira.
O delegado também declarou, no dia 24 de setembro, que não havia elementos para colocar o prefeito Aracely de Paula entre os investigados na Operação "Malebolge".
Operação Malebolge
A operação “Malebolge” investiga desvios de cerca de R$ 6 milhões dos cofres da Prefeitura de Araxá. Dez pessoas foram presas até agora na operação. Até o momento, as investigações foram divididas em cinco fases.
Na primeira fase foram presas cinco pessoas: a assessora Lucimary Ávila, que era Executiva 1 do gabinete do prefeito Aracely de Paula; Leovander Gomes de Ávila, que era assessor 1 para projetos habitacionais na Secretaria de Ação e Promoção Social; o ex-assessor de Administração da Secretaria de Fazenda Zeceli Campos Ribeiro e um casal proprietário de uma empresa de transporte que foi investigada na operação.
Na segunda fase da operação foram presas mais duas pessoas: o filho do casal proprietário da empresa de transporte investigada e um contador da empresa.
Na terceira fase foram expedidos mais três mandados de prisão. Entre eles estavam a coordenadora da Associação de Assistência a Pessoa com Deficiência de Araxá (FADA) e outro empresário da cidade.
A quarta fase da operação "Malebolge" investigou duas empresas por irregularidades em contratos para prestação de serviços do transporte público para a Prefeitura de Araxá.
A quinta fase investigou fraudes em contratos na licitação de transporte escolar rural. Uma pessoa foi presa nesta fase, mas devido à colaboração com as investigações, ela teve o pedido de prisão provisória suspensa.