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Postado em: 27/04/2021 - 14:47 Última atualização: 27/04/2021 - 15:55
Por: Felipe Madeira/Portal Imbiara

CBMM vê setor aeroespacial como oportunidade de mercado

A empresa busca posicionar a tecnologia brasileira no nióbio. A liga de nióbio foi utilizada na construção da Falcon 9, espaçonave que levou 4 astronautas à estação espacial no último sábado (24)

O foguete foi lançado na sexta-feira e chegou à estação espacial no último sábado (Foto: Divulgação/SpaceX)

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), quer se firmar como protagonista no setor da exploração espacial. A ideia é posicionar a tecnologia brasileira de nióbio para o fornecimento do metal usado na construção de aeronaves espaciais. O material que possui mina de extração em Araxá e é exportado pela empresa, esteve presente no último lançamento da empresa SpaceX em parceria com a agência espacial norte-americana, Nasa.

O nióbio é utilizado na ponta do foguete e na construção do motor através da liga C103. Segundo o head do segmento de Produtos Especiais da CBMM, Rodolfo Morgado, esta liga é 90% composta por nióbio e permite resistências mecânicas maiores em altas temperaturas. A C103 é uma das únicas ligas existentes no mundo capaz de operar nas altas temperaturas que envolvem missões espaciais.

Morgado ainda explica que esta nova era da exploração espacial tem aberto um novo mercado para a companhia e para o produto araxaense. “Temos excelentes perspectivas, o mercado está muito aquecido com boas oportunidades para a inserção dos nossos produtos em uma das indústrias mais modernas e inovadoras do mundo”, conta.

O lançamento foi marcado por ser o primeiro foguete reciclado da história (Foto: SpaceX)

A demanda do mercado aeroespacial e aeronáutico correspondem a 80% das vendas no segmento de produtos especiais da empresa. Este setor possui um alto valor agregado. O mesmo corresponde a 5% do volume de vendas, mas significa uma fatia total de 10% de suas receitas. 

O investimento anual no setor de inovação gira em torno de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões. Neste sentido, Araxá atualmente comporta um dos centros de estudos de aplicações do nióbio mais avançados do mundo, o Centro de Pesquisa de Materiais e Processos Metalúrgicos (CPMPM), que fica localizado junto à planta industrial da companhia.