BEM BRASIL
BEM BRASIL
Postado em: 06/01/2025 - 10:31 Última atualização: 06/01/2025 - 10:32
Por: Manu Chagas - Portal Imbiara

Janeiro Roxo: Você sabe o que é hanseníase?

O Brasil é o segundo país com o maior número de casos da doença no mundo, ficando atrás apenas da Índia

O preconceito, muitas vezes, impede que os pacientes busquem ajuda médica. Imagem: Manu Chagas/Portal Imbiara

Entre janeiro e novembro de 2023, o Brasil diagnosticou 19.219 novos casos de hanseníase, número 5% maior que o registrado no mesmo período de 2022. Dados do Painel de Monitoramento de Indicadores da Hanseníase, do Ministério da Saúde, apontam Mato Grosso como o estado com maior taxa de detecção da doença, com 3.927 notificações – um aumento de 76% em relação ao ano anterior. Já o Maranhão aparece em segundo lugar, registrando 2.028 casos, uma redução de 8% comparado a 2022.  

Em Minas Gerais, 957 novos casos foram notificados, incluindo seis em Juiz de Fora. Esses dados reforçam a necessidade de conscientização, sobretudo durante o Janeiro Roxo, campanha que busca desmitificar a hanseníase e destacar a importância do diagnóstico e tratamento precoce.  

Uma doença antiga, mas cercada de mitos  

A hanseníase, causada pela bactéria Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen), é uma doença infecciosa que atinge pele, mucosas e sistema nervoso periférico. Entre os sintomas mais frequentes estão manchas de diferentes colorações na pele, alteração da sensibilidade, engrossamento dos nervos, sensação de formigamento, perda de pelos e caroços dolorosos.  

Sem o tratamento adequado, a doença pode causar danos neurais irreversíveis, impactando a qualidade de vida e levando a incapacidades físicas. Apesar disso, a hanseníase tem cura e o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Poliquimioterapia Única (PQT-U).  

Transmissão e combate ao preconceito  

A transmissão ocorre por contato prolongado e próximo com pessoas infectadas que não realizam o tratamento, por meio de tosse, espirro ou fala. Entretanto, a doença não é transmitida pelo toque, compartilhamento de objetos ou abraços.  

Além dos desafios no diagnóstico, a hanseníase ainda é uma doença estigmatizante no Brasil. O preconceito, muitas vezes, impede que os pacientes busquem ajuda médica, perpetuando mitos e contribuindo para a subnotificação de casos.  

Conscientização no Janeiro Roxo 

O Janeiro Roxo, cuja data central é o último domingo do mês, busca sensibilizar a sociedade sobre a hanseníase, promovendo a quebra de estigmas e a disseminação de informações sobre prevenção e tratamento. Especialistas apontam que os baixos investimentos em saúde pública e pesquisas são fatores que explicam a alta incidência da doença no Brasil, que ocupa a segunda posição mundial em número de casos.  

Para mais informações sobre a hanseníase e acesso ao tratamento, é recomendável procurar a unidade básica de saúde mais próxima.

Acesse nossas redes sociais e informe-se sobre as notícias de Araxá e região.