Estado está entre os cinco do país com tendência de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, impulsionados principalmente pelo vírus sincicial respiratório e pela Influenza
Minas Gerais está em estado de alerta para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O novo boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que o estado integra o grupo de cinco unidades da federação com tendência de crescimento dos casos no longo prazo, mesmo com o cenário nacional apresentando redução das internações.
Além de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também registram aumento dos casos, conforme análise da Semana Epidemiológica 27, correspondente ao período de 5 a 11 de julho.
Segundo a Fiocruz, o avanço em Minas é impulsionado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em crianças. O boletim também aponta níveis elevados de circulação da Influenza A e da Influenza B no estado.
Embora o VSR já apresente redução em grande parte do país, ele continua em expansão em Minas Gerais. Já os casos graves provocados pela Influenza A permanecem elevados, mesmo após o período de maior circulação do vírus.
Os pesquisadores destacam que os impactos das doenças respiratórias variam conforme a faixa etária. A incidência da SRAG é maior entre crianças de até dois anos, principalmente em razão do vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é mais elevada entre pessoas com 65 anos ou mais, tendo a Influenza A como principal responsável pelos óbitos.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, o boletim mostra tendência de queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave nas últimas três e seis semanas, resultado da diminuição das hospitalizações por VSR em crianças e por Influenza A entre adultos e idosos.
Em 2026, o país já registrou 115.203 casos de SRAG. Entre as amostras com resultado positivo para vírus respiratórios:
Frio favorece a transmissão
Especialistas reforçam que o frio, por si só, não provoca doenças respiratórias. O aumento dos casos nesta época do ano está relacionado ao maior tempo de permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que facilita a transmissão de vírus. Além disso, o ar mais seco pode ressecar as vias respiratórias, tornando nariz e garganta mais vulneráveis às infecções.
Medidas de prevenção
Diante do cenário, a Fiocruz orienta a população a manter cuidados simples, mas eficazes, para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios:
A Fiocruz também faz um alerta especial aos pais para que fiquem atentos aos sinais de agravamento de bronquiolite e outras infecções respiratórias em crianças pequenas. Ao surgirem sintomas intensos ou dificuldade para respirar, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.
Além dos cuidados individuais, especialistas reforçam a importância da responsabilidade coletiva. Pessoas com sintomas gripais devem utilizar máscara, principalmente em ambientes fechados e no transporte público, para reduzir o risco de transmissão e proteger idosos, bebês e demais pessoas mais vulneráveis às complicações das doenças respiratórias.