Mais de R$ 1,3 bilhão ainda estava nas plataformas no fim do prazo para retirada voluntária; empresas têm até esta quarta-feira (7) para informar os saldos às instituições financeiras
O governo federal já determinou o bloqueio de 13.241 sites ilegais de apostas desde o início da proibição das plataformas no país. No mesmo período, também foram solicitadas remoções de milhares de páginas e perfis relacionados às apostas ilegais nas redes sociais.
O levantamento considera o período desde 25 de setembro. A quantidade de bloqueios representa uma média de aproximadamente 1.103 sites por dia.
De acordo com o Ministério da Fazenda, dos 188 sites de apostas autorizados a operar no Brasil, apenas um ainda permanecia em funcionamento na terça-feira (6). O bloqueio dessa plataforma também foi solicitado pelo governo.
A ofensiva contra as apostas ilegais também envolve a retirada de conteúdos relacionados ao setor de plataformas digitais. Segundo o ministro da Fazenda, Dário Durigan, a medida representa uma mudança no fluxo de dinheiro das famílias.
Devolução dos valores
A terça-feira (6) marcou o primeiro dia sem operação das plataformas de apostas autorizadas no país. O encerramento segue o cronograma estabelecido pela medida provisória editada pelo governo.
O prazo para que os apostadores retirassem voluntariamente os valores disponíveis nas contas terminou às 23h59 de segunda-feira (5).
Ainda de acordo com o governo, cerca de R$ 1,325 bilhão permanecia nas plataformas após o encerramento do prazo. O dinheiro estava distribuído entre aproximadamente 26,5 milhões de apostadores.
As empresas têm até esta quarta-feira (7) para informar às instituições financeiras os saldos remanescentes de cada usuário, identificados pelo CPF, além dos dados das contas bancárias utilizadas para os depósitos.
O levantamento aponta ainda que 86,2 milhões de contas tinham saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99, enquanto cerca de 15 milhões de contas possuíam pelo menos R$ 1.
Após o envio dessas informações pelas empresas, será estabelecido um cronograma para a devolução dos valores aos usuários. A previsão é que o processo seja realizado por meio das instituições financeiras responsáveis pelas contas informadas pelas plataformas.