Postado em: 07/10/2026 - 18:04 Última atualização: 07/10/2026
Por: Caio César/Carlos Nunes - Portal Imbiara

Governo bloqueia mais de 13 mil sites ilegais de apostas e inicia processo de devolução de valores

Mais de R$ 1,3 bilhão ainda estava nas plataformas no fim do prazo para retirada voluntária; empresas têm até esta quarta-feira (7) para informar os saldos às instituições financeiras

Ofensiva contra apostas ilegais já resultou em mais de 13 mil sites bloqueados, enquanto R$ 1,325 bilhão aguarda devolução aos usuários. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O governo federal já determinou o bloqueio de 13.241 sites ilegais de apostas desde o início da proibição das plataformas no país. No mesmo período, também foram solicitadas remoções de milhares de páginas e perfis relacionados às apostas ilegais nas redes sociais.

O levantamento considera o período desde 25 de setembro. A quantidade de bloqueios representa uma média de aproximadamente 1.103 sites por dia.

De acordo com o Ministério da Fazenda, dos 188 sites de apostas autorizados a operar no Brasil, apenas um ainda permanecia em funcionamento na terça-feira (6). O bloqueio dessa plataforma também foi solicitado pelo governo.

A ofensiva contra as apostas ilegais também envolve a retirada de conteúdos relacionados ao setor de plataformas digitais. Segundo o ministro da Fazenda, Dário Durigan, a medida representa uma mudança no fluxo de dinheiro das famílias.

Devolução dos valores

A terça-feira (6) marcou o primeiro dia sem operação das plataformas de apostas autorizadas no país. O encerramento segue o cronograma estabelecido pela medida provisória editada pelo governo.

O prazo para que os apostadores retirassem voluntariamente os valores disponíveis nas contas terminou às 23h59 de segunda-feira (5).

Ainda de acordo com o governo, cerca de R$ 1,325 bilhão permanecia nas plataformas após o encerramento do prazo. O dinheiro estava distribuído entre aproximadamente 26,5 milhões de apostadores.

As empresas têm até esta quarta-feira (7) para informar às instituições financeiras os saldos remanescentes de cada usuário, identificados pelo CPF, além dos dados das contas bancárias utilizadas para os depósitos.

O levantamento aponta ainda que 86,2 milhões de contas tinham saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99, enquanto cerca de 15 milhões de contas possuíam pelo menos R$ 1.

Após o envio dessas informações pelas empresas, será estabelecido um cronograma para a devolução dos valores aos usuários. A previsão é que o processo seja realizado por meio das instituições financeiras responsáveis pelas contas informadas pelas plataformas.