Postado em: 13/10/2026 - 08:48 Última atualização: 13/10/2026 - 08:50
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Pesquisa aponta que 82% dos brasileiros são contra crianças de até 3 anos usando celular

Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 52% aceitam que crianças tenham aparelho próprio até os 12 anos

Pesquisa aponta que 82% dos brasileiros são contra crianças de até 3 anos usando celular. Foto: Agência Brasil

ma pesquisa do Instituto Locomotiva aponta que 82% dos adultos brasileiros são contra crianças de até três anos ficarem diante de celulares. O levantamento, divulgado em 9 de outubro, também mostra que 75% se opõem ao uso dos aparelhos por crianças de quatro a sete anos.

Apesar da resistência ao contato precoce com as telas, 52% dos entrevistados aceitam que crianças tenham um celular próprio até os 12 anos de idade. Entre os adolescentes de 13 a 17 anos, 88% dos adultos são favoráveis ao uso dos aparelhos.

A pesquisa foi realizada com 1.367 homens e mulheres com 18 anos ou mais, entre 28 de setembro e 6 de outubro, às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro.

Brincadeiras e tempo de tela

O levantamento também identificou a percepção dos adultos sobre as formas de brincar das novas gerações. Para 83% dos entrevistados, as crianças de hoje não querem mais brincar na rua e preferem ficar no celular ou assistir à televisão.

Por outro lado, 73% consideram que brincar na rua é melhor para as crianças do que permanecer diante das telas.

Recomendações para o uso de telas

O Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais, publicado pelo governo federal em 2025, recomenda que crianças com menos de dois anos não sejam expostas a telas, exceto em situações como videochamadas com familiares.

O tema também envolve a supervisão dos responsáveis e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entrou em vigor em 2026, estabelece medidas de proteção para esse público, incluindo regras relacionadas ao acesso às redes sociais.

Pesquisa também aborda estereótipos nas brincadeiras

Além do uso de celulares, o levantamento investigou a percepção dos brasileiros sobre brincadeiras tradicionalmente associadas a meninos ou meninas.

Segundo a pesquisa, 63% dos entrevistados acreditam que as brincadeiras não deveriam ter gênero. Ainda assim, 36% consideram errado que meninos brinquem de boneca e meninas brinquem de carrinho. A reprovação é maior entre os homens, com 46%, enquanto entre as mulheres o percentual é de 27%.

Os resultados mostram que, embora haja ampla aceitação da ideia de que as brincadeiras não devem ser definidas pelo gênero, ainda persistem diferenças de opinião sobre o tema.