Marcelo Montandon alerta que o uso da tecnologia sem direcionamento pode produzir respostas genéricas e comprometer decisões empresariais
A inteligência artificial pode ser uma ferramenta importante para empresas que buscam melhorar processos e desenvolver estratégias comerciais. No entanto, a tecnologia não substitui o conhecimento necessário para interpretar informações e tomar decisões. O alerta foi feito pelo consultor de marketing e vendas Marcelo Montandon durante participação no programa Conexão Imbiara – Economia e Negócios, da Rádio Imbiara 91,5 FM, nesta quinta-feira (15).
Ao comentar o uso crescente da inteligência artificial no ambiente empresarial, Montandon explicou que os resultados dependem da maneira como as ferramentas são utilizadas. Para ele, empresários que recorrem à tecnologia sem compreender o problema que desejam resolver podem receber respostas pouco específicas. “A inteligência artificial é genérica. Ela vai te dar a resposta sempre genérica. Se você não sabe como perguntar ou o que perguntar, ela vai te dar uma resposta para tudo, a mesma”, afirmou.
Segundo o consultor, o conhecimento técnico permite formular perguntas mais precisas, direcionar as ferramentas e avaliar criticamente as respostas recebidas.
Durante a entrevista, ele comparou a utilização da inteligência artificial ao uso de ferramentas convencionais, que podem apresentar resultados diferentes dependendo da habilidade de quem as utiliza. “É a mesma coisa de uma ferramenta, de um alicate, um martelo na minha mão e na mão de um profissional, usa totalmente diferente”, explicou.
Tecnologia precisa estar ligada à estratégia
Na avaliação de Montandon, a inteligência artificial deve fazer parte de um planejamento mais amplo, conectado às necessidades da empresa e aos objetivos do negócio.
No marketing, por exemplo, não basta utilizar a tecnologia para produzir anúncios ou conteúdos. É necessário compreender o público-alvo, avaliar a oferta, definir o posicionamento da marca e identificar os canais mais adequados para alcançar os consumidores.
O consultor também destacou que o mercado passa por mudanças constantes, exigindo atualização profissional e capacidade de adaptação por parte das empresas.
Segundo ele, organizações que não acompanham as transformações tecnológicas e o comportamento dos consumidores podem perder competitividade, especialmente quando insistem em modelos de negócio que já não atendem às novas demandas.
A recomendação é utilizar a inteligência artificial como apoio ao trabalho, sem abrir mão da análise crítica e do conhecimento sobre o próprio negócio.
A entrevista integrou a programação do Conexão Imbiara – Economia e Negócios, que aborda temas relacionados à gestão, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento empresarial.