por Luis Borges
Os seguros para carros elétricos
A seguradora Porto Seguro informou que teve um crescimento de 39% no número de veículos elétricos segurados pela empresa e aumento de 80% nas cotações em 2025. No ano passado, foram 40 mil apólices a mais em relação a 2024.
A empresa estima que 26% da frota de elétricos e híbridos do país seja segurada por ela. O dado é baseado no volume de apólices em relação ao total estimado de veículos eletrificados emplacados no Brasil.
São Paulo lidera a contratação desse tipo de seguro, com metade das emissões, seguido por Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais.
Ainda segundo a empresa o sinistro mais comum é a colisão, padrão semelhante ao observado em veículos a combustão.
A empresa pensa em lançar produtos específicos para atender ao segmento. Um exemplo é o seguro para carros, que inclui o carregador elétrico com indenização vinculada à cobertura do veículo.
Vale lembrar que o mercado de seguros segue aguardando o aprofundamento das regulamentações do setor a cargo da Superintendência de Recursos Privados - SUSEP
O lucro da caixa no 1º trimestre
A Caixa Econômica Federal, que é um banco social, informou no dia 14 de maio que obteve um lucro líquido de R$3,5 bilhões no primeiro trimestre desse ano. A carteira de crédito chegou a R$ 1,4 trilhão, com alta anual de 11,3%. Na comparação com o último trimestre de 2025, a alta foi de 2,3%. Nesse total, a carteira de crédito imobiliário cresceu 13,9% e atingiu R$ 966,2 bilhões.
A inadimplência da carteira de crédito total encerrou o primeiro trimestre em 3,71%. Na comparação anual, o aumento foi de 1,22 ponto percentual. Na trimestral, subiu 0,64 ponto percentual.
A receita de prestação de serviços totalizou R$ 7,4 bilhões, alta de 12,5% em 12 meses e queda de 1,9% no trimestre. As despesas operacionais (pessoal e administrativas) somaram R$ 11,5 bilhões, alta de 6% (anual) e queda de 9,8% (em relação a dezembro).
O saldo de captações encerrou o primeiro trimestre de 2026 em R$ 2 trilhões. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a alta foi de 13,7%. Em relação ao último trimestre do ano passado, o crescimento foi de 6,9%.
É o que temos para o momento, mas é preciso ficar sempre de olho no patrimônio público!
O endividamento das famílias paulistas
O endividamento das famílias paulistas voltou a subir e chegou a 72,9% em abril, o maior registro da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo) em três anos. Ao todo, 3,28 milhões de lares na capital paulista estão com algum tipo de dívida aberta.
O último pico da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) ocorreu em setembro de 2025, quando 72,7% dos lares estavam com dívidas. Após isso, o indicador caiu e voltou a ganhar tração em janeiro, quando chegou a 68,9%.
Para a Federação, a alta reflete a necessidade de as famílias recorrerem ao crédito para cobrir despesas mensais, diante do impacto da inflação de março sobre alimentos e combustíveis - ambos pressionados pela guerra no Oriente Médio.
A entidade observa que a situação só não se agravou em decorrência de um mercado de trabalho ainda aquecido, o que atenua, por ora, a pressão sobre o orçamento familiar.
Todas as faixas de renda que compõem a pesquisa apresentaram avanço no endividamento. Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, a taxa subiu de 74,5% para 76,3% em um mês. Entre os que ganham acima dessa faixa salarial, a alta foi de 61,3% para 63,1%.