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Postado em: 10/07/2026 - 11:57 Última atualização: 10/07/2026 - 11:59
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Dia do Homem: Ser homem vai muito além do "macho raiz", um conceito totalmente ultrapassado para o terceiro milênio

por Rogério Farah

Há quem imagine que o Dia do Homem, celebrado em 15 de Julho, seja uma espécie de revanche do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março todo ano. Outros, mais apressados, acreditam que a data serve apenas para justificar um churrasco, uma pescaria ou aquele tradicional "hoje ninguém manda em mim", normalmente dito por quem se nega a prestar contas sobre seus passos. Talvez seja justamente aí que comece a confusão entre ser do sexo masculino e ser, de fato, um homem.

Porque ser homem é muito mais do que nascer sob o sexo masculino. Está longe da caricatura do chamado "macho raiz", que confunde grosseria com personalidade, e mais distante ainda do machismo, que insiste em sobreviver onde já não deveria encontrar espaço. O verdadeiro homem não precisa provar masculinidade humilhando ninguém, muito menos medindo forças com quem jamais deveria ser tratado como adversário.

O verdadeiro homem não agride; apoia. Não menospreza; incentiva. Não acredita bastar-se a si mesmo, porque compreende que viver é aprender diariamente com o convívio respeitoso em comunidade, reconhecendo que todos têm algo a ensinar e muito a acrescentar.

Homem é aquele que honra sua palavra, fazendo da própria conduta uma prova irrefutável da decência que costuma exigir dos outros. Seu caráter não depende da plateia, dos aplausos nem da conveniência do momento. É exemplo não de arrogância, tampouco de subserviência, mas de coerência, começando pelo relacionamento dentro do próprio núcleo familiar, onde ninguém consegue representar um personagem por muito tempo.

Talvez uma das maiores demonstrações de maturidade masculina seja aprender com os próprios erros, em vez de gastar a vida apontando as falhas alheias. É curioso como alguns especialistas em criticar o comportamento dos outros desaparecem justamente quando chega a hora de fazer um sincero exame de consciência. O homem verdadeiramente forte não tem medo de pedir desculpas, reconhecer equívocos e recomeçar, porque sabe que humildade nunca diminuiu ninguém.

Vivemos tempos em que muitos confundem firmeza com agressividade, autoridade com autoritarismo e coragem com intolerância. Entretanto, basta observar os homens que realmente marcaram positivamente a vida das pessoas para perceber que sua maior força quase sempre esteve na serenidade, na honestidade e na capacidade de servir, muito mais do que de serem servidos. Afinal, respeito não se impõe pelo volume da voz, mas pela integridade das atitudes.

No próximo dia 15 de julho, talvez a melhor homenagem ao Dia do Homem não seja receber cumprimentos, presentes ou mensagens prontas nas redes sociais. Talvez seja olhar para o espelho e perguntar, com sinceridade, se nossas atitudes confirmam os valores que defendemos em público. Se a resposta for positiva, ótimo; se ainda houver caminho a percorrer, melhor ainda, porque sempre haverá tempo para evoluir e ser modelo fiel das qualidades que propõe aos outros, tornando-se um HOMEM com "H" maiúsculo, não apenas em discursos ocasionais, mas essencial e habitualmente, todos os dias do ano.

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