Ivan José da Silva explica os próximos passos e os impactos da união entre os hospitais para a saúde pública de Araxá
Em entrevista à Rádio Imbiara nesta segunda-feira (23), o superintendente da Santa Casa, Ivan José da Silva, trouxe novos detalhes sobre o processo de fusão entre a Santa Casa e o Hospital Casa do Caminho, marcando um momento decisivo para a saúde pública de Araxá e região.
A união das instituições é fruto de um longo trabalho de articulação entre diversos órgãos, incluindo Ministério Público, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde e a comissão interventora que atuava na Casa do Caminho. "Esse processo começou em fevereiro deste ano, quando percebemos a necessidade de reestruturar o hospital e garantir sua sustentabilidade", afirmou Ivan.
A partir da audiência de conciliação realizada em 12 de dezembro, foi iniciado um período de transição de até 180 dias. Durante esse tempo, a comissão interventora trabalhará para integrar plenamente as operações dos dois hospitais. A Santa Casa assumirá a gestão administrativa, financeira e assistencial da unidade, mas sem herdar passivos. As dívidas da Casa do Caminho serão quitadas por um CNPJ específico, sem impactar o orçamento da Santa Casa.
"A partir desse processo, o Hospital Casa do Caminho será uma unidade filial, ampliando sua capacidade de atendimento e focando em áreas estratégicas, como longa permanência e cirurgias eletivas", explicou o superintendente.

Ivan José da Silva, superintendente da Santa Casa de Misericórdia de Araxá. Foto: Caio César
Ampliação de serviços e atendimento regional
Com a fusão, a Santa Casa planeja aumentar o número de leitos ativos e ampliar os serviços oferecidos à população. Atualmente, muitas alas do Hospital Casa do Caminho estão subutilizadas, mas a reativação progressiva permitirá que a nova unidade atenda a mais pacientes, com foco em internações clínicas e procedimentos cirúrgicos.
Ivan destacou que a fusão também beneficiará municípios vizinhos, abrangendo cerca de 200 mil habitantes em oito cidades da microrregião de Araxá. "Nosso objetivo é otimizar recursos e evitar sobreposição de serviços. Assim, conseguimos oferecer um atendimento mais eficiente e econômico para o SUS e para os hospitais."
Longa permanência e cirurgias eletivas como prioridade
Entre as áreas prioritárias, a longa permanência ganhará destaque. O superintendente revelou que a nova unidade buscará integrar programas estaduais e federais de saúde para viabilizar a ampliação dos serviços e garantir maior financiamento.
Além disso, a fusão permitirá uma melhor organização das cirurgias eletivas, uma necessidade urgente em Araxá e região. Com sete salas cirúrgicas disponíveis após a integração, a nova estrutura hospitalar terá capacidade para atender a demanda reprimida de procedimentos, reduzindo filas e oferecendo mais agilidade no atendimento.
Ivan enfatizou que a fusão trará benefícios não apenas para os pacientes, mas também para a sustentabilidade do sistema de saúde. "Quando você evita a sobreposição de serviços, a saúde pública se torna mais barata e eficiente", afirmou.
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