BEM BRASIL
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Postado em: 12/05/2025 - 15:01 Última atualização: 13/05/2025 - 13:32
Por: Manoelita Chagas/Caio César - Portal Imbiara

Moradores cobram solução para abandono de terrenos nos bairros Jardim Esplêndido, Monte Carlo e Flor de Lótus em Araxá

Moradores afetados aguardam infraestrutura básica em 188 lotes desde o ano de 2016

Justiça determina bloqueio de matrículas e exige ação dos responsáveis. Foto: Caio César

Um problema antigo volta a ocupar o centro das discussões em Araxá: o abandono de terrenos nos bairros Jardim Esplêndido, Monte Carlo 1 e 2 e Flor de Lótus. A situação, que afeta diretamente 188 famílias, tem mobilizado representantes dos moradores e autoridades do município em busca de uma solução definitiva.

Na última quinta-feira, dia 8, uma reunião articulada por Lucas Magalhães — morador e representante dos bairros — reuniu nomes importantes no debate. Estiveram presentes o vereador e presidente da Câmara Municipal, Raphael Rios, representante do procurador do município, Jonathan Renaud de Oliveira Ferreira, Dr. Lauro Pereira, e o superintendente do IPDSA e secretário interino de Meio-Ambiente, Vinícius Martins.

O ponto central da reunião foi a cobrança de responsabilidades quanto à ausência de infraestrutura em 188 terrenos localizados em frente às casas já entregues no Jardim Esplêndido. Embora, em 2023, 299 famílias tenham recebido as chaves de suas casas, os terrenos restantes seguem sem água, esgoto, energia elétrica e pavimentação — um descaso que afeta o desenvolvimento da região como um todo.

Lucas Magalhães, morador e representante dos bairros. Foto: Caio César

O impasse começou em 2016, quando a construtora Castro Viejo vendeu os terrenos, mas abandonou o empreendimento após declarar falência. Desde então, a responsabilidade pelos terrenos foi repassada à empresa Vecol Terraplenagem e aos empresários Múrcio Teixeira e Lloyd Zema Teixeira. 

Diante da inércia dos responsáveis, a Prefeitura de Araxá protocolou uma ação judicial exigindo que as obrigações de infraestrutura sejam cumpridas. Na mesma quinta-feira da reunião, houve uma movimentação importante no processo: uma sentença assinada pelo juiz Saulo Roque determinou o bloqueio das matrículas dos terrenos como forma de pressionar os atuais donos a agirem.

“Essa decisão foi um passo importante”, destacou Lucas. “Agora, com respaldo jurídico, o município pode exigir de forma mais firme que essas pessoas cumpram o que prometeram.” A decisão também reforça que, caso os responsáveis não se mobilizem, o próprio município poderá tomar providências para garantir a infraestrutura, como negociar diretamente com Copasa e Cemig.

A comunidade segue atenta e engajada, esperando que o bloqueio judicial acelere a regularização e traga dignidade a centenas de famílias que há quase uma década aguardam por uma solução concreta.

Atualização: 

Após a divulgação da matéria, a reportagem do Portal Imbiara entrou em contato com o advogado Rafael Ávila que encaminhou uma manifestação por escrito. Confira: 

"Por ora os citados preferem se manifestar junto às instituições/processos". A nota também completa que se for entendida a necessidade de uma nota, um novo contato será feita para a reportagem. Já a Vecol não se manifestou até o fechamento desta matéria.