Tecnologia auxilia agentes de endemias na identificação de focos do mosquito Aedes aegypti em bairros prioritários da cidade
A Prefeitura de Araxá retomou nesta semana o uso de drones no combate à dengue, como parte da terceira etapa do monitoramento aéreo para identificar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti. A ação é coordenada pela equipe de Vigilância Ambiental e tem apoio direto dos agentes de endemias do município.
Segundo o supervisor-geral dos agentes de endemias, Rogério Pereira, o uso do drone tem sido uma importante ferramenta no enfrentamento da doença.
“O drone é mais uma peça que vem somar no combate à dengue. Hoje estamos na terceira etapa do monitoramento, que está sendo feito nos bairros Pão de Açúcar, Novo Horizonte, Associação Habitacional de Araxá (Santa Maria), Urciano Lemos e Santa Rita.”
A expectativa, de acordo com Rogério, é que os resultados do monitoramento sejam disponibilizados na próxima semana. A partir desses dados, os agentes terão até sete dias para atuar nos pontos críticos identificados pelas imagens.
Além do apoio da tecnologia, a conscientização da população segue sendo essencial.

Supervisor-geral dos agentes de endemias, Rogério Pereira. Foto: Caio César
“A população é a peça fundamental. O que não está em uso, como garrafas PET e latas, deve ser descartado corretamente. E o que está em uso, precisa ficar em local coberto. Dentro das casas, temos encontrado muitos focos em plantas aquáticas, por exemplo”, alerta.
Rogério também destacou a importância de receber bem os agentes de endemias durante as visitas.
“O ideal é que os agentes tenham acesso a 100% dos imóveis. Se um ou outro fica de fora, pode justamente ser ali que está o foco do problema”, explica.


Monitoramento dos drones é feito para verificar a incidência do mosquito nas residências. Fotos: Caio César
Sobre os índices de infestação, Rogério informou que o segundo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2025 deve ser divulgado ainda nesta semana.
“O primeiro levantamento, feito em janeiro, apontou índice de 2,8%. O ideal, segundo o Programa Nacional de Controle da Dengue, é até 1%. De 1% a 3,9% é considerado risco médio, e acima disso, risco alto.”
O drone já sobrevoou outros bairros nas etapas anteriores, como o Centro, Padre Alaor, Estância, Santa Terezinha, Vila Silvéria e São Vicente. A previsão é de que novas regiões da cidade também sejam monitoradas nas próximas fases da ação.
“Não é para se assustar ao ver o drone sobrevoando o bairro. Ele está ali para ajudar no combate à dengue”, conclui Rogério Pereira.