BEM BRASIL
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Postado em: 29/05/2025 - 16:11 Última atualização: 29/05/2025 - 16:24
Por: Caio César/Natália Fernandes/Carlos Nunes - Portal Imbiara

Profissional de Araxá orienta sobre higiene bucal e desmistifica medo de ir ao consultório

Alissa Ávila reforça que a escovação correta, o uso do fio dental e a limpeza semestral são fundamentais para evitar problemas maiores

A especialista em diagnóstico da Clínica Max Human, Dra. Alissa Ávila, nos estúdios da Rádio Imbiara. Foto: Caio César/Portal Imbiara

A ida ao dentista ainda é motivo de receio para muitas pessoas, seja por experiências negativas vividas ou pelo medo do famoso “motorzinho”. Para esclarecer o trabalho desempenhado por esse profissional da saúde e desfazer mitos — além de ressaltar a importância dos cuidados essenciais com a higiene diária — a dentista doutora Alissa Ávila, da Clínica Max Human, foi a entrevistada desta quinta-feira (29) no programa Imbiara Notícias, da Rádio Imbiara 91,5 FM.

Alissa destaca que, em primeiro lugar, esse medo é mais psicológico do que real — e pode ser superado com informação, acolhimento e visitas regulares ao consultório.

“Às vezes, a pessoa chega insegura e descobre que o procedimento era algo muito simples, como uma limpeza. Se feito preventivamente, evita que pequenos problemas evoluam para quadros dolorosos”, explica a profissional. Ela reforça a importância das visitas periódicas, não apenas quando há dor. “Quando a pessoa conhece o ambiente e a equipe, cria-se uma relação de confiança, o que torna todo o processo mais confortável.”

Segundo a doutora, a modernização dos equipamentos odontológicos também contribui para a redução do desconforto. Embora o barulho do motor ainda exista, ele é muito mais discreto. “Tentamos tornar o ambiente mais leve, colocando músicas, desenhos para crianças, distrações que amenizem o incômodo. O barulho existe, mas não deve ser um impeditivo para o cuidado com a saúde bucal.”

Especialista aponta erros comuns na higiene bucal e reforça a importância do uso do fio dental

Alissa identifica falhas frequentes na rotina de higiene bucal: escovar os dentes antes do café da manhã, deixar de usar o fio dental e acreditar que a escovação sozinha é suficiente.

“A escova não alcança todos os espaços entre os dentes. Por isso, o fio dental é indispensável, mesmo que seja usado apenas uma vez por dia, de preferência à noite”.

Ela lembra ainda que a limpeza feita no consultório é mais profunda e deve ser realizada a cada seis meses — podendo ser mais frequente em casos específicos, como fumantes, pessoas com tendência à formação de tártaro ou crianças em fase de adaptação à escovação.

Doutora Alissa Ávila também orienta sobre a escolha da pasta de dente ideal

Com tantas opções no mercado, muitos acreditam que quanto mais cara ou mais promissora a propaganda, melhor o produto. Mas a dentista alerta. “O mais importante na pasta é conter flúor — cerca de 1.100 ppm já é suficiente. A escovação correta é o que realmente faz a diferença na remoção da sujeira".

Ela recomenda cautela com pastas que prometem clareamento imediato ou que contenham carvão ativado. “Essas substâncias são abrasivas e desgastam o esmalte dos dentes, gerando sensibilidade e danos irreversíveis”.

Especialista da Clínica Max Human alerta para o perigo dos excessos e dos modismos

Segundo Alissa, outro erro comum é o uso excessivo de pasta na escova. “Aquela quantidade exagerada dos comerciais é desnecessária. Para adultos, um grão de ervilha já é o suficiente; para crianças, ainda menos”.

Quanto ao enxágue após a escovação, ela explica que há divergências entre os profissionais: enquanto alguns defendem que não enxaguar permite que o flúor continue agindo por mais tempo, outros alertam que, especialmente no caso de crianças, engolir o flúor pode causar fluorose — condição que provoca manchas nos dentes permanentes.

A saúde bucal está diretamente ligada ao bem-estar geral. Manter uma boa rotina de cuidados, escolher os produtos adequados e visitar regularmente o dentista são atitudes simples que fazem toda a diferença. “Mais do que tratar, nosso papel é prevenir. Quanto mais cedo o paciente nos procura, menor a chance de complicações”, finaliza a doutora Alissa.