De acordo com o projeto, as casas ficam prontas em quatro dias
Durante o evento promovido pelo Consórcio Interfederativo de Minas Gerais (CIMINAS), uma das inovações que mais chamaram a atenção foi a apresentação das casas modulares, modelo que promete revolucionar a construção civil, especialmente em situações emergenciais.
Quem explicou os detalhes dessa nova tecnologia foi Robson de Souza Gama, gerente do Ciminas responsável pela implantação das casas modulares. Segundo ele, o principal diferencial está na rapidez da montagem: “É uma casa que pode ser montada em até quatro dias, com estrutura em aço, sem necessidade de alvenaria tradicional como cimento e tijolos, exceto pela base, que é concretada”.




Uma casa modular é uma habitação construída em módulos pré-fabricados em fábrica, que são depois transportados para o local e montados como peças de um quebra-cabeça. Fotos: Caio César
Robson explicou que o conceito vem sendo utilizado com sucesso em países como o Japão, onde há forte incidência de terremotos e enchentes. “A casa modular é resistente a condições extremas, como ventos de até 180 km/h. Em uma das enchentes no Rio Grande do Sul, uma unidade chegou a flutuar sem sofrer qualquer dano – nem mesmo os móveis foram prejudicados.”
Além da resistência, a proposta também se destaca pelo apelo econômico. “Ela reduz drasticamente o desperdício de materiais na obra, o que torna o custo mais acessível, inclusive mais viável do que muitos modelos do programa Minha Casa Minha Vida”, explicou.
As casas modulares serão ofertadas aos municípios por meio de credenciamento junto ao CIMINAS, em parceria com o governo federal. “O processo de cadastramento das prefeituras já está aberto. As casas são aprovadas pela Caixa Econômica Federal, e cada município poderá solicitar de acordo com sua demanda e capacidade”, destacou Robson.
Para participar, os municípios precisam apresentar a documentação exigida e comprovar a real necessidade da população por novas unidades habitacionais. “Sabemos que todas as cidades têm demanda por moradia, mas o governo avalia critérios técnicos e sociais para liberação dos projetos”, finalizou.