Secretário explica funcionamento do serviço, nega paralisações e diz que prefeitura aguarda nova licitação para obras maiores
A operação Tapa-Buracos continua ativa em Araxá, segundo o secretário de Obras Públicas e Mobilidade Urbana, Pedrinho da Mata. Em entrevista à Rádio Imbiara, ele esclareceu que o serviço não foi interrompido em momento algum neste ano, apesar das críticas de moradores que relatam problemas nas ruas e avenidas da cidade.
O secretário explicou que o trabalho de manutenção corretiva é realizado com contratos quinzenais, conforme determina a legislação. “Pode ocorrer um intervalo de três a cinco dias entre uma contratação e outra, mas isso não significa que o serviço parou. A cada 15 dias, compramos uma nova carga de massa asfáltica, de acordo com o orçamento disponível”, disse.
Ainda segundo ele, o cronograma dos serviços é feito com base em demandas enviadas por vereadores, pedidos registrados no aplicativo Colab e também pelas reclamações que chegam através da imprensa. “Toda terça-feira chegam os ofícios dos vereadores, e tudo entra numa lista. Se não for emergencial, entra na próxima rodada de contratações. Mas a cidade inteira já recebeu o tapa-buracos em algum momento”, garantiu.
Recapeamentos parados
Se o tapa-buracos segue em ritmo contínuo, a situação dos recapeamentos é diferente. Algumas obras começaram e pararam, como em três ruas do bairro Alvorada. Essas intervenções são financiadas com recursos da Codevasf — Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba — e fiscalizadas diretamente pelo órgão federal, o que limita a atuação da prefeitura.
“No Alvorada, a empresa contratada pela Codevasf iniciou o serviço, mas parou por dificuldades próprias. Nós não temos autonomia para intervir diretamente, só cobrar. E estamos cobrando”, afirmou Pedrinho.
Outras obras também estão paralisadas por entraves com empresas contratadas pela própria prefeitura. É o caso da rua Edmar Cunha e da avenida Tenente Coronel Hermenegildo Magalhães, ambas já preparadas para recapeamento, mas ainda sem execução. “A empresa responsável não cumpriu com o serviço, e estamos notificando juridicamente para garantir uma solução”, explicou.
Novo recurso à vista
O secretário também anunciou que a prefeitura está em fase final de articulação com o Ministério do Desenvolvimento Regional para liberar cerca de R$ 16 milhões destinados ao recapeamento de diversas ruas da cidade. Esse novo contrato deverá passar por licitação.
Parte do recurso já havia sido prevista em cinco lotes, mas dois deles não foram executados por desistência da empresa contratada, que alegou aumento dos custos durante e após a pandemia. Segundo Pedrinho da Mata, mesmo com os reajustes e reequilíbrios feitos pela prefeitura, a empresa preferiu deixar o contrato, o que era legalmente permitido.
“Já estamos ajustando tudo junto ao Ministério para que possamos licitar novamente e, enfim, executar essas obras. Serão contempladas vias de diversos bairros da cidade, priorizando os pontos mais críticos. Só pedimos um pouco de paciência, porque há muitos trâmites legais”, completou.
Pedrinho destacou ainda o empenho do prefeito Robson Magela em buscar recursos fora da arrecadação municipal. “É impossível fazer recapeamentos com o recurso próprio do município hoje. O prefeito tem atuado para trazer dinheiro de fora, com apoio de deputados e através de emendas parlamentares. Isso é fundamental para manter a cidade em ordem”, concluiu.