Prefeitura, região e governo de Minas se mobilizam para manter conexão aérea com Belo Horizonte
A partir de agosto, Araxá pode passar a contar com apenas dois voos semanais para Belo Horizonte, operados pela Azul Linhas Aéreas. A notícia preocupa autoridades locais, empresários e toda a população da região, já que a redução compromete não só o turismo e os negócios, mas também o acesso à saúde e outros serviços na capital mineira e em outras cidades do país.
A decisão da Azul faz parte de um plano mais amplo de reestruturação da empresa, que está em processo de recuperação judicial. Como medida para cortar custos, a companhia estuda diminuir a quantidade de voos em todo o país — e Araxá, que hoje divide uma triangulação aérea com Patos de Minas e Belo Horizonte, seria diretamente afetada.
Atualmente, os voos operam em três dias da semana, e a proposta da Azul é manter a triangulação, mas com menos frequência: seriam dois voos para Araxá (às terças e quintas) e três para Patos (segundas, quartas e sextas).
Preocupado com a situação, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ítalo Borges, entregou em mãos um ofício ao vice-governador de Minas, Matheus Simões, pedindo apoio do Estado para tentar reverter a decisão. O documento foi assinado também pelo prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, e pelo deputado estadual Bosco.
“A conexão de Araxá com o mundo é fundamental. Estamos falando de algo que impacta diretamente o dia a dia das pessoas: viagens de trabalho, turismo, consultas médicas em outras cidades. Essa redução é uma perda real para todos nós”, afirma Ítalo.
Além do ofício ao vice-governador, uma carta assinada por prefeitos da microrregião foi encaminhada à própria Azul, reforçando a importância da manutenção da triangulação atual. A prefeitura argumenta que, mesmo em meio às dificuldades, a operação compartilhada com Patos se mostrou eficiente e financeiramente viável.
“Fizemos um levantamento com base nos dados do aeroporto de Araxá e mostramos que, somando as ocupações de Araxá e Patos, temos uma taxa média superior a 70% nos voos. Isso demonstra que manter a triangulação como está hoje é vantajoso também para a empresa”, completa Ítalo.
A expectativa agora é de que o governo de Minas atue diretamente junto à companhia, utilizando inclusive os incentivos fiscais que já oferece à Azul como argumento para manter a atual malha aérea em funcionamento.