Setores Sul e Oeste do município foram monitorados por drones; ação busca reforçar o combate à proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya
Com o apoio de novas tecnologias, uma ação de mapeamento aéreo por drones identificou 470 locais com potencial para serem criadouros do mosquito Aedes aegypti, em Araxá. O levantamento foi realizado nos setores Sul e Oeste da cidade, regiões consideradas críticas no combate às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya.
O uso de drones permitiu a identificação de áreas de difícil acesso para os agentes de endemias, como imóveis fechados, telhados com acúmulo de água e terrenos baldios. As imagens captadas foram analisadas para verificar a presença de objetos e estruturas que possam acumular água parada, criando ambiente ideal para a proliferação do mosquito.
Após a análise das imagens, equipes da Vigilância Ambiental estão visitando os locais identificados para confirmar os focos, orientar moradores e, quando necessário, realizar ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas.
O mapeamento aéreo é uma das estratégias adotadas para intensificar as medidas de enfrentamento ao Aedes aegypti, especialmente em períodos com maior incidência de chuvas, quando o risco de surtos aumenta.
Além da tecnologia, o trabalho de combate às arboviroses continua contando com ações de educação em saúde, visitas domiciliares e fiscalização de terrenos com acúmulo de entulho ou recipientes expostos à água.
As autoridades reforçam o pedido de colaboração da população, lembrando que a maior parte dos focos do mosquito ainda está dentro das residências. A recomendação é que cada morador faça vistorias semanais em seus quintais e elimine qualquer recipiente que possa acumular água.
Com esse tipo de monitoramento integrado à atuação das equipes de campo, o objetivo é reduzir os índices de infestação e prevenir novos casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no município