Com esse resultado, o estado responde por 12,8% das exportações brasileiras, consolidando-se como o segundo maior exportador do país
As exportações de Minas Gerais alcançaram US$ 25,4 bilhões entre janeiro e julho de 2025, um crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. No total, o fluxo comercial mineiro chegou a US$ 35,7 bilhões, alta de 13%, com superávit de US$ 15,1 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Com esse resultado, o estado responde por 12,8% das exportações brasileiras, consolidando-se como o segundo maior exportador do país. Já nas importações, Minas ocupa a quinta posição, com US$ 10,3 bilhões em compras externas até julho, um aumento de 10%.
Destaques de julho
No mês de julho, Minas exportou US$ 3,7 bilhões para 161 destinos, principalmente para China (35,1%), Estados Unidos (10,6%), Argentina (4,2%), Canadá (3,7%) e Japão (3,5%). O estado teve superávit de US$ 2 bilhões.
Entre os produtos exportados, o minério de ferro segue na liderança (25,6%), seguido pelo café (19,5%), ouro (7,9%), soja (7%) e ferro-ligas (6,4%). O destaque foi o crescimento das vendas de ouro (118,6%) e café (28%).
Municípios
Nova Lima foi o principal município exportador (6,6%), seguido de Araxá (6,3%), Varginha (5,8%), Paracatu (4,7%) e São Gonçalo do Rio Abaixo (4,2%).
Nas importações, os destaques foram Extrema (14,7%), Betim (12,5%), Uberaba (9,4%), Belo Horizonte (6,1%) e Pouso Alegre (5,5%).
Análise
O economista Silvio Gonçalves, de Araxá, avalia que o desempenho confirma a força da economia mineira:
“Nós somos hoje o segundo maior exportador entre os estados brasileiros. Tivemos um superávit de 15 bilhões de dólares, acima de 40% de todo o volume que compramos e vendemos do exterior. Araxá aparece em segundo lugar entre os municípios exportadores, o que mostra a importância regional”.
Ele lembra, no entanto, que a tarifação imposta pelo governo americano ao café brasileiro, desde 6 de agosto, pode impactar a balança comercial nos próximos meses.
“O minério de ferro não foi afetado, mas o café, que é um dos principais produtos da pauta mineira, já sofre essa tarifação. Ainda assim, o superávit mostra a competitividade do produto mineiro e reforça o papel de Minas como um estado dinâmico na economia nacional”, completa Silvio.