BEM BRASIL
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Postado em: 29/08/2025 - 16:48 Última atualização: 30/08/2025 - 10:49
Por: Caio César/Edvaldo Gomes/Emílio Borges - Portal Imbiara

Aquarismo marinho: Hobby que recria o oceano dentro de casa conquista apaixonados em Araxá

Cores vibrantes e diversidade de espécies transformam o aquário em um verdadeiro espetáculo natural

O aquarista Régis Monteiro nos estúdios da Rádio Imbiara 91,5 FM. Foto: Caio César/Portal Imbiara

O programa Vida de PET, da Rádio Imbiara 91,5 FM, recebeu nesta sexta-feira (29) o aquarista Régis Monteiro para falar sobre uma paixão que vem ganhando espaço mesmo em cidades distantes do litoral: o aquarismo marinho.

Régis começou como muitos praticantes da área, ainda adolescente, montando aquários de água doce. Mas foi no contato com a complexidade e a beleza dos aquários marinhos que descobriu um hobby capaz de unir ciência, paciência e contemplação.

“Um aquário marinho é como ter um pedacinho do oceano dentro de casa. A gente tenta reproduzir, em uma caixa de vidro, o fundo do mar, com peixes, corais e crustáceos. É fascinante, mas exige dedicação”, explicou.

Aquarismo marinho exige Investimento e manutenção

Segundo Régis, o aquarismo marinho é um hobby considerado caro, principalmente porque muitos equipamentos são importados e a tecnologia permite até automatizar processos de controle químico da água pelo celular.

O segredo está em manter a estabilidade dos parâmetros químicos. Para isso, uma prática essencial é a TPA (Troca Parcial de Água), que garante o equilíbrio de nutrientes como cálcio, magnésio e potássio, indispensáveis para o crescimento dos corais.

“Hoje eu mantenho um aquário de 450 litros, que já está em funcionamento há mais de um ano. Faço a TPA a cada 15 dias. É preciso paciência e disciplina, porque um pequeno desequilíbrio pode comprometer todo o sistema”, destacou.

Água e equipamentos

A água utilizada nos aquários não pode ser a da torneira, por conter elementos prejudiciais, como o alumínio e o cloro. Régis utiliza um filtro de osmose reversa, que retira os minerais indesejáveis e gera uma água pura, na qual é adicionado sal sintético próprio para aquarismo.

Esse processo garante que os peixes e corais tenham condições semelhantes às do oceano. “No aquarismo marinho não existe improviso. É um hobby que exige estudo constante, porque estamos lidando com vida”, afirmou.


Régis Monteiro e os apresentadores do programa Vida de PET, Emílio Borges e Edvaldo Gomes. Foto: Caio César/Portal Imbiara

Peixes e corais

Entre os animais mais procurados está o famoso peixe-palhaço (ocellaris), popularizado pelo filme Procurando Nemo. Ele é produzido em cativeiro e se adapta bem a aquários menores. Outros exemplares mais raros, como o yellow tang, podem custar de R$ 2 mil a R$ 3 mil e exigem aquários maiores.

Os corais, por sua vez, encantam pelas cores vivas, mas também representam investimento e responsabilidade. Muita gente ainda acredita que sejam plantas, mas, na verdade, tratam-se de animais.

Legislação e comércio

No Brasil, o comércio de espécies marinhas é fiscalizado pelo Ibama, que estabelece uma lista do que pode ou não ser comercializado. O cavalo-marinho, por exemplo, é proibido. Já estrelas-do-mar e outras espécies liberadas podem ser adquiridas legalmente.

Por não existir comércio especializado em Araxá, os aquaristas recorrem a lojas de Uberlândia ou São Paulo. O transporte dos animais é feito em embalagens específicas, com tempo de resistência que pode variar de 48 a 72 horas — no caso dos corais. Já os peixes são mais sensíveis e exigem cuidados redobrados.

Hobby de paciência e amor pela vida marinha

Apesar dos custos e desafios, Régis garante que o esforço vale a pena. “O aquário marinho é um hobby para quem tem paciência, dedicação e amor pela vida marinha. Cada cor, cada movimento dentro do aquário traz uma sensação única. É como mergulhar no mar sem sair de casa.”