Tenente Galvão e Sargento Júnior explicam como os cães ampliam a eficiência das operações em Araxá e região
A Polícia Militar de Araxá conta atualmente com dois cães treinados que atuam em diversas operações de segurança, especialmente no combate ao tráfico de drogas. O trabalho foi explicado no programa Vida de Pet, da Rádio Imbiara, em entrevista com o Tenente Galvão e o Sargento Júnior, do 37º Batalhão da PM.
Segundo os militares, os cães são ferramentas valiosas no policiamento, auxiliando em buscas por entorpecentes, armas, explosivos, pessoas desaparecidas e também no patrulhamento. “Os cães são soldados da corporação. Eles embarcam em viaturas adaptadas, com compartimento próprio e ar-condicionado, e participam diariamente das operações em Araxá e em outros 11 municípios atendidos pelo batalhão”, explicou o Tenente Galvão.
Treinamento e atuação
O uso de cães na Polícia Militar de Minas Gerais começou em 1957, inspirado na experiência da Polícia de São Paulo em 1950. O treinamento é criterioso e pode durar até seis meses, dependendo da aptidão do animal. “O cão não é viciado em drogas, como muitos acreditam. Ele é treinado com substâncias químicas que reproduzem o odor dos entorpecentes. O alerta pode ser dado de formas diferentes: latindo, sentando ou usando a pata, conforme o tipo de ocorrência”, detalhou o Sargento Júnior.
Cada cão é conduzido por uma equipe de três policiais: o condutor, o militar responsável pela observação do comportamento e o motorista, que recolhe o material encontrado. O vínculo entre o cão e seu condutor é tão forte que, após a aposentadoria — geralmente entre 8 e 10 anos de idade — os animais costumam ser adotados pelos próprios policiais.
Estrutura e cuidados
Os cães recebem alimentação fornecida por meio de convênio entre a Prefeitura de Araxá e a Polícia Militar. Além disso, contam com acompanhamento de veterinários da corporação. “Temos um funcionário que cuida diariamente dos cães, levando para passeios, atividades físicas e recreação. O bem-estar deles é prioridade”, afirmou o Tenente Galvão.
Atualmente, o batalhão possui um pastor holandês e uma pastora malinois. Um terceiro cão deve ser incorporado em breve, graças a uma parceria com criadores especializados. O custo de um cão policial pronto para o serviço pode variar entre R$ 35 mil e R$ 45 mil.
Resultados em campo
Os militares relataram casos de sucesso em operações, como o rastreamento de suspeitos em áreas de mata e apreensões de drogas em ônibus que passam por Araxá, cidade considerada rota do tráfico. Um dos cães mais marcantes da corporação foi Apolo, já falecido, lembrado pela eficiência em localizar grandes quantidades de entorpecentes.
“Esses animais são parte fundamental da nossa rotina de policiamento. Sem eles, muitas operações não teriam o mesmo resultado”, concluiu o Sargento Júnior.