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Postado em: 11/09/2025 - 11:49 Última atualização: 11/09/2025
Por: Manoelita Chagas - Portal Imbiara

Déficit de R$ 4,7 milhões na rede de saúde leva Araxá a solicitar reforço ao Ministério da Saúde

Município precisa equilibrar diferença entre produção hospitalar e repasses federais

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o impacto da defasagem já é visível. Foto: Prefeitura de Araxá

O município de Araxá levou ao Ministério da Saúde um pedido urgente de reforço financeiro no valor de R$ 4,7 milhões. O objetivo é ampliar o Teto Financeiro Federal destinado à Média e Alta Complexidade (MAC) e garantir que a rede local consiga atender não apenas os moradores da cidade, mas também os pacientes vindos de outras sete cidades vizinhas.

Com uma população própria de 111 mil habitantes, Araxá é referência regional e recebe ainda moradores de Pratinha, Ibiá, Tapira, Campos Altos, Santa Juliana, Perdizes e Pedrinópolis. No total, quase 191 mil pessoas dependem dos serviços de maior complexidade oferecidos na cidade.

Diferença entre produção e repasses

Em 2024, a produção ambulatorial e hospitalar realizada chegou a R$ 15,5 milhões, mas o Governo Federal repassou apenas R$ 10,7 milhões. O desequilíbrio resultou em um déficit de mais de R$ 4,7 milhões, cerca de R$ 394 mil por mês.

Situação já pressiona a rede

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o impacto da defasagem já é visível:

  • UPA 24h e Ambulatórios de Emergência (AMEs) estão sobrecarregados com demanda acima da capacidade;

  • As filas para consultas em especialidades como ortopedia, cardiologia, dermatologia, pneumologia e nefrologia continuam crescendo;

  • Exames de maior complexidade, como ressonância magnética, ecocardiograma e endoscopia, enfrentam longas esperas;

  • O orçamento municipal tem sido usado para cobrir a diferença e manter contratos de serviços especializados.

Prefeito alerta para risco de desassistência

O prefeito Robson Magela reforça que o pedido não é apenas uma questão de gestão, mas de garantir atendimento digno para milhares de pessoas.
“Trata-se de uma recomposição necessária para assegurar a integralidade da rede de saúde de Araxá e dos municípios vizinhos. Sem esses recursos, o município continuará sobrecarregado, e a continuidade dos serviços de média e alta complexidade pode ficar comprometida”, afirmou.

Agora, a expectativa é de que o Ministério da Saúde avalie o pleito e amplie o teto de repasses, garantindo mais segurança para pacientes que dependem do sistema regional de saúde.