Empresa identifica teores elevados e prevê início da produção até 2027
As primeiras perfurações realizadas no projeto Araxá da mineradora St George trouxeram resultados considerados animadores pela empresa. Os estudos apontaram altos teores de terras raras e nióbio em uma nova área pesquisada, localizada a cerca de um quilômetro das reservas já conhecidas.
Segundo o diretor da St George em Araxá, Thiago Amaral, a descoberta amplia o potencial do município, que já é reconhecido mundialmente como uma das maiores ocorrências de terras raras do planeta. “Encontramos quase 14% de terras raras nessa nova região, enquanto nas reservas já conhecidas os índices ficaram em torno de 7% para o nióbio. Isso mostra que o potencial de expansão é significativo”, afirmou.
Amaral explicou ainda que o cronograma do projeto segue dentro do previsto. As primeiras perfurações começaram em junho e, até o fim deste ano, deve ser publicado um relatório com todos os recursos contabilizados segundo normas internacionais. Paralelamente, a empresa trabalha no licenciamento ambiental, em testes de materiais e no desenvolvimento de processos para a futura planta de beneficiamento.

Tiago Amaral, diretor da St George em Araxá. Foto: Caio César
A previsão é que uma planta-piloto seja instalada em Araxá para processar o minério em menor escala, com o objetivo de reduzir impactos ambientais. “Todas as questões ligadas ao meio ambiente e também à parte social fazem parte da nossa prioridade. Queremos que esse projeto traga benefícios para a comunidade”, destacou o diretor.
Além de consolidar Araxá como polo global nesse setor, a expectativa é atrair novos negócios, especialmente nas áreas de pesquisa, tecnologia e parcerias internacionais. “Existe uma infraestrutura já estabelecida em Araxá que pode ser fortalecida com esse interesse mundial”, disse Amaral.
De acordo com o cronograma da St George, a previsão é que a produção em Araxá seja iniciada até 2027, reforçando a importância do município no cenário internacional da mineração.