Dra. Anya Melo participou do programa “Vida de Pet”, da Rádio Imbiara, e destacou que o planejamento é essencial para a saúde dos animais
A castração continua sendo uma das principais formas de garantir uma vida longa e saudável aos pets. No entanto, muitos tutores ainda têm dúvidas sobre o momento certo de realizar o procedimento e acreditam em mitos que podem colocar os animais em risco. O tema foi debatido nesta sexta-feira (17), no programa “Vida de Pet”, transmitido pela Rádio Imbiara de Araxá, que vai ao ar todas as sextas-feiras, das 11h às 12h.
Convidada do programa, a médica-veterinária Dra. Anya Melo, do Hospital Equality, explicou que a castração é um cuidado essencial e não tem ligação com a necessidade de o animal “ter uma cria” antes da cirurgia — uma crença ainda comum entre tutores.
“Não tem necessidade. É mito achar que o animal precisa ter a primeira cria antes da castração para evitar doenças. O ideal é que ele seja castrado após o primeiro cio”, destacou.
Segundo a especialista, o primeiro cio é importante porque completa o desenvolvimento hormonal e reprodutivo do animal. “Depois que o sangramento termina, já é possível programar a castração. Se for feita muito cedo, antes dessa maturação, pode haver interferência no desenvolvimento do sistema reprodutor”, explicou Dra. Anya.
Durante a entrevista, ela também reforçou que o acompanhamento veterinário deve começar cedo, principalmente para quem acabou de adotar ou comprar um filhote. “O tutor precisa fazer um planejamento. Saber a época das vacinas, vermífugo, castração e todos os cuidados com o animal. Assim como em qualquer área da vida, se você se organiza, evita problemas lá na frente”, completou.
Outro ponto abordado pela médica foi a pseudogestação, ou gestação psicológica, comum em cadelas e gatas. O quadro, segundo ela, é causado por uma descompensação hormonal que pode confundir o tutor e até se parecer com tumores mamários.
“A fêmea pode começar a produzir leite, adotar um brinquedinho como se fosse um filhote e apresentar aumento nas glândulas mamárias. Por isso é importante levar ao veterinário, porque essa condição precisa de tratamento”, orientou.
Dra. Anya também destacou que tanto cadelas quanto gatas podem desenvolver tumores mamários, e que, nos felinos, o quadro tende a ser mais agressivo. “Nos gatos, esses tumores têm maior chance de ulcerar e formar feridas. O acompanhamento veterinário e a castração no tempo certo ajudam a prevenir”, explicou.
Em casos de suspeita de tumor, a médica lembrou que os exames pré-operatórios são indispensáveis. “Antes de qualquer cirurgia, é essencial realizar hemograma, avaliação da função renal e hepática, além de raio-x de tórax e ultrassom abdominal. Esses exames verificam se há metástase e garantem segurança no procedimento”, reforçou.
Ao final da entrevista, a veterinária lembrou que o amor aos pets também está em cuidar da saúde deles com responsabilidade. “Muitas vezes o tutor quer resolver tudo rápido, mas a pressa pode colocar o animal em risco. Planejamento e acompanhamento fazem toda a diferença para garantir qualidade de vida”, concluiu.
O programa “Vida de Pet” é transmitido ao vivo pela Rádio Imbiara, todas as sextas-feiras, das 11h às 12h, trazendo informações, dicas e histórias sobre o mundo animal.