Quase 70% da população vai ao trabalho de automóvel ou transporte coletivo
Em Araxá, o automóvel e o ônibus são os principais meios usados pela população para chegar ao trabalho. Dos 111.691 moradores registrados no Censo 2022, cerca de 38,68% usam automóvel (aprox. 43.202 pessoas) e 28,22% usam ônibus (aprox. 31.519 pessoas). Andar a pé atende 14,88% (≈ 16.620 pessoas) e a motocicleta corresponde a 10,52% (≈ 11.750 pessoas). Os demais modos (bicicleta, táxi/app, van, etc.) somam aproximadamente 7,70% (≈ 8.600 pessoas).
É imporante lembrar que carros de aplicativo também estão neste meio de transporte. Além disso as empresas de mineração e indústria na cidade possuem o ônibus para deslocamento dos funcionários. A empresa vera Cruz é a única empresa de transporte coletivo da cidade.
O resultado mostra uma forte presença do transporte individual: entre carro + moto há mais da metade dos deslocamentos motorizados em Araxá. Isso casa com outros indicadores locais — por exemplo, a cidade tem uma frota elevada frente à população, com cerca de 1 veículo para cada 1,4 habitantes (dados municipais com base no Censo)
Contexto em Minas e no Brasil
No nível estadual, Minas Gerais apresenta também o automóvel como principal meio (≈ 29,6%), mas chama atenção que o deslocamento a pé tem participação maior no estado (23,7%) do que no Brasil como um todo; o ônibus fica em terceiro (21,6%). Já no Brasil, o Censo 2022 mostra predominância do automóvel (≈ 32,3%), seguido por ônibus (≈ 21,4%), deslocamento a pé (≈ 17,8%) e motocicleta (≈ 16,4%). Esses números são da divulgação dos resultados do Censo (amostra) sobre deslocamentos para trabalho.
O que esses números mostram:
Mobilidade centrada no veículo privado — Araxá tem alta dependência do automóvel; política urbana e estacionamento têm impacto direto na fluidez e no custo do deslocamento.
Papel do transporte coletivo — o ônibus ainda é relevante (28,22% em Araxá), o que torna melhorias na frota, frequência e integração medidas com grande potencial de benefício comunitário.
O espaço para políticas locais — com parcela alta de trajetos a pé (14,88%) e presença significativa do transporte individual, investimentos em calçadas, ciclovias e em qualidade do transporte público podem aumentar segurança e reduzir custos para famílias.
Dados e fonte: Agência de Notícias - IBGE