BEM BRASIL
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Postado em: 31/10/2025 - 11:03 Última atualização: 31/10/2025 - 17:58
Por: Alex Sander Xexéu / Caio César - Portal Imbiara

Fiscalizações identificam cerca de 90 vítimas de trabalho escravo na região de Araxá em 2025

Auditor fiscal destaca atuação da Gerência Regional do Trabalho de Uberaba e reforça importância da caravana para combater a exploração laboral na região

Auditor chefe do Trabalho da Agência de Araxá, Humberto Casmamier. Foto: Caio César

A Rádio Imbiara entrevistou o auditor fiscal do trabalho Humberto Casmamier, da Agência do Trabalho de Araxá, durante a passagem da Caravana de Combate ao Trabalho Escravo pela cidade. Ele destacou que a Gerência Regional do Trabalho de Uberaba, da qual Araxá faz parte, realiza fiscalizações constantes em atividades agrícolas, onde há grande demanda de mão de obra temporária.

Segundo Humberto, essa característica favorece o surgimento de situações de exploração. “Os empregadores acabam por negligenciar uma série de direitos dos trabalhadores e, em muitos casos, essa negligência generalizada demanda essa configuração do trabalho análogo ao de escravo”, explicou.

O auditor relatou que o tipo de violação mais comum é a condição degradante de trabalho, caracterizada por falsas promessas, alojamentos precários e falta de direitos básicos. “As pessoas migram acreditando em boas condições, mas acabam dormindo no chão, sem água potável, sem banheiro, sem registro e com salários não pagos. Isso é muito comum em lavouras de café, batata, alho e cebola”, disse.

Em 2025, as ações de fiscalização já identificaram cerca de 90 vítimas na região de Araxá. “É um número alto, o que preocupa, mas ao mesmo tempo demonstra a atuação firme do Ministério no combate a esse crime que precisamos repudiar enquanto sociedade”, afirmou Humberto.

Os casos se concentram em municípios como Campos Altos, Sacramento, Rio Paranaíba e Araxá, e a caravana tem papel essencial na conscientização. “A caravana é importante porque apresenta o trabalho das instituições e esclarece à sociedade o que o Estado tem feito para enfrentar a superexploração do trabalho”, completou.

As denúncias podem ser feitas pelo Sistema Ipê, disponível online, ou nas unidades do Ministério do Trabalho em Araxá e Uberaba.

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