Empresário de Araxá, fundador da Bit, fala sobre formação técnica, tecnologia, agronegócio e educação no programa Conexão Imbiara
No Conexão Imbiara – Economia e Negócios desta quinta-feira (13), o empresário Wellington Alves Martins, conhecido como Wellington da Bit, foi o convidado especial do programa apresentado por Carlinhos e Sílvio Gonçalves. O bate-papo destacou os caminhos da educação técnica, a importância da qualificação profissional e os desafios enfrentados pelos empreendedores brasileiros.
Administrador por formação, com MBA em Gestão pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Qualidade Total, Weliton tem mais de 45 anos de experiência profissional e atua há 32 anos na área da educação. Ele é fundador e diretor da Bit, escola técnica profissionalizante que completou 30 anos de atuação em Araxá, e é também polo do Centro Universitário UniAraxá, além de oferecer cursos EJA, EAD e ser centro de certificação Ambima/FGV.
Durante a entrevista, o empresário relembrou o início da sua trajetória e destacou o propósito da escola:
“A Bit nasceu para ajudar pessoas. Já formamos milhares de alunos que conquistaram espaço no mercado de trabalho. Só em salários, esse pessoal já movimentou mais de R$ 7,4 bilhões. Isso mostra o impacto social da educação”, contou.
Educação e mercado de trabalho
Weliton destacou que a qualificação é o principal caminho para o crescimento profissional. Ele citou o exemplo do modelo japonês de formação técnica, que valoriza o aprendizado prático e contínuo dentro das empresas:
“No Japão, tudo é qualificado. Mesmo para pregar um prego, a pessoa é treinada. Eles trabalham com o conceito de Homem-Hora Treinado, e só depois de seis meses o funcionário está realmente pronto para exercer sua função”, explicou.
Para o empresário, o Brasil ainda carece de políticas públicas consistentes para a formação de mão de obra.
“Falta qualificação. O agronegócio, por exemplo, tem muito potencial, mas precisa de profissionais preparados. Por isso, a Bit está ampliando sua atuação e vai oferecer cursos voltados para o agro e tecnologia, que são áreas estratégicas para o futuro do país”, anunciou.
Educação para todas as idades
Weliton também ressaltou o trabalho da escola com o público da melhor idade, especialmente em cursos de informática e tecnologia:
“Temos visto um aumento de golpes digitais. Muita gente compra celular ou computador e não sabe usar. Nosso papel é preparar essas pessoas, dar autonomia e segurança no ambiente digital”, disse.
Desafios do empreendedorismo no Brasil
O educador aproveitou a conversa para abordar o cenário econômico e as dificuldades enfrentadas pelos empresários brasileiros, especialmente em relação à alta carga tributária.
“Um funcionário custa, em média, o dobro do salário pago. Além dos encargos sociais e trabalhistas, há despesas fixas e taxas que tornam o custo elevado. E, muitas vezes, quem leva a fama de vilão é o empresário, quando na verdade ele é quem gera emprego”, afirmou.
Gentileza e propósito
No Dia Mundial da Gentileza, celebrado em 13 de novembro, Weliton encerrou a entrevista com uma mensagem inspiradora:
“Ajudar o próximo é o maior propósito que podemos ter. Deus mandou a gente vir pra cá com uma missão: ir e ajudar. E é isso que eu tento fazer todos os dias”, disse.