BEM BRASIL
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Postado em: 25/11/2025 - 09:49 Última atualização: 25/11/2025 - 10:32
Por: Alex Sander Xexéu / Caio César - Portal Imbiara

Araxá dá início aos 21 dias de ativismo e reforça combate à violência contra a mulher

Diagnóstico elaborado pelo Município será base para ações e políticas públicas de proteção

Campanha com reunião realizada na manhã desta terça (25) no auditório da Prefeitura de Araxá. Foto: Caio César

Os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher começaram na última quinta-feira (20) em Araxá, destacando a importância de discutir e enfrentar um problema que, apesar dos avanços sociais, ainda é uma realidade presente na cidade e em todo o país.

Durante o programa Imbiara Notícias, da Rádio Imbiara 91,5 FM, o repórter Caio Cesar conversou com  Leany Tupinambá, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), que esteve à frente da elaboração do diagnóstico municipal da violência contra a mulher — documento que vai nortear as próximas ações da rede de proteção.

 Leany Tupinambá, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM). Foto: Caio César 

Leany ressaltou que o momento é significativo para todo o sistema de apoio às mulheres. Segundo ela, o CMDM havia definido, no ano passado, que a realização desse diagnóstico seria uma das prioridades para 2025. Agora, com o documento finalizado, o Conselho e as demais instituições podem atuar com base em informações mais precisas.

“É muito gratificante ver esse documento pronto. Agora teremos dados concretos para estruturar ações mais assertivas e fundamentadas”, explicou.

O que mostra o diagnóstico

O levantamento reuniu informações de diferentes setores:

Sistema de Justiça;
Instituições da sociedade civil;
Educação;
Saúde;
Segurança pública.

Um dos dados que mais chamou a atenção foi repassado pela Polícia Militar: 1.040 registros de violência contra a mulher em Araxá. Para Leany, o número reflete a urgência de fortalecer mecanismos de orientação, prevenção e denúncia.

“Precisamos encorajar as mulheres a denunciar. A violência silenciosa pode levar a tragédias, como temos visto. As campanhas vão atuar justamente para sensibilizar a sociedade e mostrar que existe apoio”, destacou.

Próximas ações previstas

As ações futuras incluem campanhas de conscientização, mobilizações sociais e a divulgação dos canais de denúncia — inclusive formas anônimas, para garantir segurança às vítimas.

Leane reforça que muitas mulheres ainda têm medo de pedir ajuda, e o trabalho do Conselho é mostrar que elas não estão sozinhas:
“Nosso objetivo é proteger, garantir direitos e evitar que a violência continue sendo tolerada.”