Empresa projeta novos investimentos, parceria com o Cefet e início da operação em 2027
A St. George apresentou, no Grande Hotel de Araxá, o balanço das ações realizadas em 2025. O evento contou com a presença do governador Romeu Zema e de diversas autoridades, reforçando a parceria entre a empresa, o Governo de Minas e as instituições locais. O diretor da companhia, Tiago Amaral, destacou que o foco é contribuir para um Araxá mais desenvolvido, com todos os setores unidos em torno do crescimento econômico da cidade.
Resultados de 2025
Segundo Tiago Amaral, a St. George avançou em etapas importantes do projeto em Araxá. Entre as ações, ele destacou:
Início das perfurações e maior definição dos recursos minerais;
Fechamento de negócios e aquisição de áreas estratégicas;
Assinatura de contratos e parcerias com centros de pesquisa;
Primeira entrega de materiais ao Magbrás, que coordena pesquisas sobre minerais críticos e ímãs de terras raras;
Envio de materiais de Araxá aos Estados Unidos, para testes com potenciais fabricantes.
Esses avanços colocam Araxá em posição de destaque: os primeiros ímãs de terras raras produzidos no mundo com matéria-prima brasileira devem ser feitos com materiais extraídos no município — motivo de orgulho para a empresa e para a região.

Diretor da companhia, Tiago Amaral, destacou que o foco é contribuir para um Araxá mais desenvolvido. Foto: Caio César
Plano de ações para 2026
Para o próximo ano, Tiago Amaral explica que a St. George vai:
Divulgar os novos resultados das perfurações realizadas em 2025;
Seguir com a engenharia do projeto, chegando à decisão final de investimento;
Informar à população os valores atualizados do empreendimento;
Avançar na construção do Centro de Inovação em parceria com o Cefet, com início das atividades previsto para o fim de 2026.
Centro de Inovação: tecnologia e sustentabilidade
O Centro de Inovação será peça-chave para o desenvolvimento de novas tecnologias, testes de processos e avanços em sustentabilidade, como reuso de água e otimização da produção. Segundo Amaral, essa estrutura, ainda rara no Brasil, vai atender não apenas a St. George, mas também outros projetos de interesse regional.
Etapas até o início da operação
A previsão é que:
Em 2027, tenham início as etapas de implantação, incluindo a operação da unidade de nióbio;
Em 2028, comecem as atividades relacionadas às terras raras.
A meta é que Araxá se consolide ainda mais como referência no nióbio — onde já é protagonista — e passe a se destacar também na cadeia dos minerais de terras raras.