Especialista explica como a obesidade impacta a saúde cardiovascular e articular dos pets na velhice
Cães e gatos idosos têm maior tendência ao sedentarismo, ao ganho de peso e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O alerta foi feito pela médica-veterinária Taysse Silva durante entrevista ao programa “Vida de Pet”, da Rádio Imbiara, nesta sexta-feira (22).
Segundo ela, a obesidade é um dos principais fatores ligados à hipertensão em animais idosos. “O pet mais velho geralmente fica mais quietinho, bebe menos água e pratica menos atividade física. Isso favorece o ganho de peso e o aparecimento de doenças”, explicou.
A veterinária destacou que, assim como nos humanos, o excesso de peso pode causar problemas cardíacos, renais e articulares.
Porte do animal influencia nos problemas de saúde
Os cães de grande porte costumam apresentar mais problemas ósseos e articulares na velhice.
Raças como rottweiler, labrador e pastor-alemão têm maior predisposição para doenças como:
Já os cães de pequeno porte, como yorkshire, pinscher e lulu-da-pomerânia, sofrem mais com deslocamento de patela.
“Pisos lisos podem agravar muito esses problemas, principalmente em animais idosos e com sobrepeso”, alertou.
Alimentação precisa mudar com a idade
A médica-veterinária ressaltou que muitos tutores mantêm a mesma alimentação do pet durante toda a vida, sem adaptar a dieta ao envelhecimento. “Quando o animal envelhece e diminui o gasto calórico, essa alimentação acaba contribuindo para a obesidade”, explicou.
Ela recomenda acompanhamento veterinário, controle alimentar e incentivo à prática de atividades físicas leves.
Além das caminhadas, alguns casos podem exigir hidroterapia. “A hidroterapia ajuda o animal obeso a se exercitar sem causar impacto nas articulações”, afirmou.