Resultado negativo cresce 82,3% em relação a 2025; aumento das despesas financeiras e queda na receita pressionam as contas da estatal
Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 3,16 bilhões, valor 82,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando as perdas somaram R$ 1,72 bilhão. O balanço foi divulgado enquanto a empresa segue executando um plano de reestruturação iniciado em setembro de 2025.
O resultado ocorre após a estatal registrar prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025. No mesmo período, a empresa enfrentou uma greve de funcionários e contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União.
As despesas financeiras foram um dos principais fatores para o agravamento das perdas. Os gastos nessa área saltaram de R$ 283 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 985 milhões neste ano, um aumento de 248%. O crescimento está relacionado principalmente aos custos do empréstimo obtido pela estatal.
A receita bruta também apresentou queda. O faturamento passou de R$ 4,13 bilhões para R$ 4,04 bilhões, uma retração de 2,2%. O maior recuo foi registrado nas postagens internacionais, que caíram 60,3%, passando de R$ 393 milhões para R$ 156 milhões.
As encomendas, principal fonte de receita dos Correios, tiveram redução de 5,5% e somaram R$ 2,2 bilhões. Em contrapartida, o segmento de mensagens cresceu 11,4%, alcançando R$ 1,2 bilhão. Outras receitas apresentaram aumento de 48%, chegando a R$ 465 milhões.
A empresa mantém o processo de reestruturação com o objetivo de reduzir custos, melhorar a eficiência operacional e buscar o equilíbrio financeiro nos próximos anos.