O sindicato recebeu várias denúncias de servidores trabalhando sem os equipamentos de proteção contra o coronavírus
O juiz da primeira Vara Cível da Comarca de Araxá, Saulo Carneiro Roque, decretou na manhã desta quarta-feira (7), despacho no processo de mandado de segurança aberto pelo sindicato dos servidores públicos municipais, câmaras e autarquias do planalto de Araxá (Sinplalto), contra o município. No pedido, o Sinplalto alega que recebeu várias denúncias de servidores trabalhando sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI's) e sem a higienização necessária nos locais de trabalho por causa da pandemia de coronavírus.
A presidente do Sinplalto, Marlene Apolinário, explica que ação não é contra a volta ao trabalho, mas sim com a segurança dos servidores. “Em momento algum estamos contra o retorno ao trabalho, mas precisamos fazer de forma ordenada e consciente para a proteção dos nossos servidores. Sendo assim, um decreto específico e equipamentos de proteção individuais são imprescindíveis a todos que estão trabalhando e àqueles que ainda retornarão aos seus postos de trabalho. Estamos dispostos enquanto entidade representativa a colaborar com este momento”, reiterou a presidente.
Ainda de acordo com o sindicato, antes da ação na Justiça, protocolou ofício ao prefeito de Araxá, Aracely de Paula, e às Secretarias de Saúde e Educação, que não responderam a manifestação e nem agendaram a reunião solicitada.
No documento, o juiz definiu 72 horas para a administração municipal se manifestar sobre o processo. Após o prazo, o juiz vai despachar em caráter de urgência o pedido da entidade sindical.
A Procuradoria Geral do Município informou que a Prefeitura de Araxá ainda não recebeu a notificação. Assim que for notificada, tomará as devidas providências cabíveis.