Nossa reportagem esteve na fila da agência da Caixa Econômica para ouvir as pessoas que estavam recebendo a última parcela
O pagamento do Auxílio Emergencial, pago pelo governo federal em decorrência da pandemia da Covid-19, se encerra no próximo dia 27 de janeiro. Com isso, a agência da Caixa Econômica de Araxá realiza o pagamento das últimas parcelas. A reportagem do Grupo Imbiara de Comunicação foi às ruas para ouvir a população que estava na fila aguardando para receber o último auxilio.
Um dos beneficiados, João Batista Silva, disse que perdeu o seu emprego devido à pandemia. “Houve uma redução no quadro do serviço e mandaram alguns embora. Eu estou correndo atrás e batalhando para ver se consigo alguma coisa.” Já Paulo Henrique da Silva, que é ajudante geral, falou que o auxílio ajuda bastante. "Eu faço uma despesa, pago o aluguel, água e luz”. Outro beneficiado, Caio César de Souza , é pai de duas crianças, trabalhador informal e beneficiário do auxílio. Ele contou com a ajuda desse valor para se manter. “Eu consigo comprar um gás, minhas compras. Com o fim do auxílio vou continuar trabalhando, mas só às vezes sim às vezes não, e indo para frente. Se o governo pudesse estender o auxílio seria de grande ajuda”, afirmou. Para Eunice Martins Silveira, o auxílio era a única renda desde que o marido perdeu o emprego.
O benefício começou a ser pago em abril de 2020 para garantir uma renda mínima aos brasileiros em situação mais vulnerável durante a pandemia do Covid-19, visto que muitas atividades foram gravemente afetadas pela crise. Incialmente, era previsto o pagamento de três parcelas no valor de R$600,00. Em julho, foram aprovadas as 4º e 5º parcelas, e em setembro foram anunciadas mais quatro parcelas, com um valor reduzido. O Auxilio Emergencial passou então a ter o valor de R$ 300,00.
Em 2021 não houve aprovação para novas parcelas, pois o orçamento do governo federal não tem espaço para um novo auxilio dentro do teto de gastos. A única solução seria aprovar uma nova exceção para créditos extraordinários. Para isso, o governo e o Congresso Nacional precisam entrar em acordo e assumir as consequências que podem vir acontecer com o endividamento público.