BEM BRASIL
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Postado em: 07/04/2026 - 16:03 Última atualização: 07/04/2026 - 17:48
Por: Caio César/Natália Fernandes - Portal Imbiara

Maristela pede explicações sobre irregularidades em obra de viaduto e prejuízo superior a R$ 500 mil

Parlamentar questiona execução da obra e atuação dos órgãos de controle

Maristela Dutra. Foto: Arquivo Portal Imbiara

A Câmara Municipal recebeu o requerimento nº 315/2026, no qual a vereadora Maristela Dutra solicita esclarecimentos detalhados sobre possíveis irregularidades na execução da obra de construção do viaduto da avenida Ítalo Ros. Esse tema foi tratado na Rádio Imbiara 91,5 FM e no Portal Imbiara. Leia mais: Viaduto da avenida Hítalo Ross entra na mira da CGU após apontamentos de auditoria em Araxá

O documento pede que a Controladoria-Geral do Município, na pessoa do controlador Bruno Borges Almeida, preste informações sobre um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que analisou a obra e apontou falhas administrativas, técnicas e financeiras.

Segundo a parlamentar, o relatório, com 49 páginas, identificou sete achados de irregularidades, incluindo pagamentos em duplicidade, execução de serviços não previstos em contrato e aquisição de materiais com indícios de superfaturamento. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 500 mil.

Ainda conforme a vereadora, a Prefeitura teve a oportunidade de apresentar defesa durante a apuração, mas, mesmo após a análise das justificativas, a CGU manteve a maior parte das irregularidades apontadas. Apenas um dos itens — referente à construção de um muro de contenção sem projeto — teria sido considerado regular.

No requerimento, a autora questiona o destino dos recursos e cobra a responsabilização dos envolvidos. “Queremos saber para onde foi esse dinheiro e quem autorizou pagamentos em duplicidade”, afirmou.

A vereadora também critica a abertura de um processo administrativo por parte do Executivo, classificando a medida como insuficiente, diante do fato de que a defesa já teria sido analisada e rejeitada no âmbito do relatório federal.

Outro ponto levantado diz respeito aos sucessivos aditivos contratuais. De acordo com o documento, foram firmados 12 termos aditivos, que elevaram o valor inicial do contrato em 85,57%. A parlamentar questiona, ainda, a atuação dos órgãos de controle do município, como a Controladoria e a Procuradoria, por não terem identificado as irregularidades durante a execução da obra.

Entre os problemas citados estão falhas em projetos, devido à ausência de sondagem adequada, perdas de materiais e o uso de técnicas não previstas contratualmente.

Ao justificar o requerimento, a vereadora afirmou que atua em nome da população. “O que está em jogo não é apenas uma obra, mas, principalmente, o respeito ao dinheiro público”, declarou.