por Rogério Farah
Mês dos Pais, dos Advogados, dos Psicólogos, dos Estudantes e do Folclore, entre outras datas importantes, tem início Agosto, que esperamos seja doce, ao gosto de DEUS, com todos nós. Chega trazendo consigo aquele frio característico do inverno, que parece convidar o corpo ao recolhimento e a alma à reflexão. E, enquanto as manhãs se apresentam mais geladas, talvez seja justamente dentro de nós que encontremos o calor necessário para atravessar mais uma etapa da caminhada.
Agosto sempre me pareceu um mês diferente, quase silencioso, como se a própria natureza diminuísse o ritmo para nos permitir ouvir melhor aquilo que o cotidiano barulhento insiste em esconder. É tempo de cobertores, cafés quentinhos, lembranças antigas e conversas demoradas, mas também de olhar para dentro e perguntar se estamos caminhando na direção que realmente desejamos. O frio externo, curiosamente, pode nos ajudar a aquecer aquilo que existe de mais importante em nosso interior.
Talvez seja por isso que o inverno carregue uma beleza que nem sempre conseguimos perceber. Enquanto árvores aparentemente adormecem e muitas plantas aguardam pacientemente o momento certo para florescer, a natureza nos ensina que nem todo silêncio representa ausência de vida. Há processos acontecendo longe dos nossos olhos, preparando silenciosamente a transformação que chegará com a primavera.
Também nós precisamos, de tempos em tempos, desse recolhimento do ser interior que habita em cada um de nós. É nesse espaço íntimo que podemos rever escolhas, perdoar antigas mágoas, reorganizar sentimentos e separar aquilo que realmente importa daquilo que apenas ocupou espaço em nossas vidas. Talvez o inverno seja, metaforicamente, uma estação necessária para que possamos realizar a nossa própria metamorfose.
E então virá a primavera, trazendo flores, cores, perfumes e a promessa de um novo ciclo de vida. Que ela encontre em nós sementes preparadas para germinar, não apenas em benefício próprio, mas também para produzir frutos capazes de alimentar a esperança coletiva. Porque uma sociedade melhor começa quando cada pessoa decide cultivar, dentro de si, um pouco mais de solidariedade, respeito, tolerância, fraternidade e amor.
Agosto também nos lembra dos pais, daqueles que nos deram a vida e daqueles que, de alguma maneira, exerceram a maravilhosa missão de cuidar, proteger e ensinar. Aos pais presentes, aos que já partiram e aos que carregam saudade no peito, fica a lembrança de que certos abraços permanecem eternamente guardados na memória. E talvez uma das maiores heranças que podemos deixar aos nossos filhos seja justamente a certeza de que foram amados.
Por tudo isso, Agosto, sê bem-vindo entre nós! Que seus dias frios aqueçam nossos corações, que suas noites silenciosas nos aproximem de DEUS e que suas reflexões nos preparem para uma primavera de renovação. Que seja, enfim, um Augusto mês, no mais bonito sentido da palavra: um tempo de bênçãos, esperança e transformação, ao gosto de Deus e para o bem de todos nós.